A ideologia é como um óculos, tem gente que usa um grau tão elevado que enxerga um mundo mágico diante do nariz. Hoje o médico perito que me "examinou" para a nomeação no concurso público começou a reclamar que teria que fazer muitos "exames". Eu não fiquei quieto e respondi:
"- Ainda bem que estão contratando tantos professores, só falta agora contratar mais médicos". Foi incrível, mas quando acidentalmente falei juntas as palavras “mais” e “médicos” ele deu um pulo em sua cadeira e do nada gritou que não faltam médicos no Brasil, disse que o Brasil é o país que mais tem médicos no mundo (Eu gostaria muito que isso fosse verdade) e que a educação pública deveria seguir o modelo chileno e ser privatizada, afinal o Chile teria a melhor educação da américa Latina (Informação equivocada, a educação no Chile decaiu muito após a privatização e é alvo de violentos protestos desde 2010), disse também que era um absurdo um médico sair da faculdade com um salário de apenas R$3.600,00 que por isso estavam precisando contratar cubanos (Realmente não é muito, mas ele também deixou claro que considera a profissão de médico muito superior a profissão de professor que passa pela faculdade, pelo mestrado, pelo doutorado e tem um salário médio de R$2.000). Daí eu fiz uma pegadinha e disse a ele:
“-Por isso eu sou um cara de direita”, os olhinhos azuis do caucasiano médico brilharam! Com a voz exaltada ele contou que fez parte de movimentos estudantis e que era de esquerda, mas que agora sabia que isso não “prestava”. Eu mudei o tom de voz e revelei que como filósofo não sou "de esquerda" nem "de direita", e que sempre tive asco dos DCE devido a gente que esta lá pregando discursos “revolucionários” e depois se torna alguma espécie de "monstro conservador" contrário à educação e à saúde pública, afinal “venceu na vida” e não precisa de educação e saúde pública (diz que é coisa de fracassado), pois pode pagar por serviços de mais qualidade. Disse a ele que “esquerda e direita” fazem parte de um jargão antiquando de uma política putrificada que não vale a pena ser repetida e que “vergonhoso” não era um salário de R$3.600, mas sim um médico, ou qualquer outa pessoa em um cargo público de nível superior, que repete discursos que não levam a lugar nenhum... Ele se calou, fez beicinho, disse “-não vamos entrar no mérito”, carimbou meu papel e respeitosamente pediu para que eu chamasse o próximo candidato.
(Filósofo Fabio Goulart da página Filosofia Hoje)
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Lógica da Alteridade: Uma leitura da figura do Senhor e do Servo de Hegel - André Oliveira Costa
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Poderíamos afirmar que
a Filosofia de Hegel independe da alteridade para o seu
desenvolvimento? É possível compreendermos a alteridade como um
estatuto fundamental para o pensamento hegeliano? Trata-se de
perguntas que ingressam em grandes discussões a respeito do
pensamento de Hegel, assim como nas críticas que este sofre por
diferentes intérpretes. Se por um lado encontramos filósofos que
compreendem este conceito como um elemento suprimido da doutrina
hegeliana, por outro lado, verificamos leituras mais próximas que o
consideram um elemento necessário para o desenvolvimento de sua
estrutura sistemática como um todo. Nesse livro pretendemos
investigar o estatuto da alteridade na Filosofia de Hegel.
ISBN: 978-85-66923-23-0
Nº de pág.: 224
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Temas de Filosofia Política Contemporânea - Fernando Danner; Leno Francisco Danner
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A coletânea Temas de
Filosofia Política Contemporânea direciona-se à reflexão
teórico-prática acerca de concepções filosóficas e de desafios
correntes que perpassam as abordagens hodiernas no âmbito das
ciências humanas e sociais, correlatamente às preocupações
políticas que dão a tônica da orientação metodológico-normativa
dessas mesmas ciências humanas e sociais e, no presente caso, dos
colaboradores da referida coletânea. De modo concomitante, portanto,
esta coletânea quer pensar fundamentos de filosofias políticas
propriamente contemporâneas e a conceituação de contextos práticos
diversos, passando da política internacional para a política
democrática e desta para a crítica das instituições que dinamizam
seja a vida social de um dado contexto comunitário, seja a
realpolitik do próprio horizonte global.Teorias e práticas
políticas, sociais e culturais imbricam-se no exato momento em que –
e essa é a posição central dos organizadores da coletânea Temas
de Filosofia Política Contemporânea – a vida social é percebida
como o objeto e o mote da intervenção teórico-prática em termos
de análise nas ciências humanas e sociais. Inseridos em um contexto
vital e influenciados pelas visões de mundo (que nos tornam filhos
do nosso tempo) presentes nele, dinamizados pelos desafios por ele
apresentados, buscamos exatamente tal imbricação (da qual, de todo
modo, não podemos fugir ou à qual somos permanentemente chamados a
dar conta) como critério metodológico-normativo que possa
efetivamente promover a vinculação prática das ciências, do mesmo
modo como buscamos a própria importância das ciências humanas e
sociais para a problematização e transformação dos contextos
práticos. As ciências humanas e sociais, por outras palavras, têm
um papel em termos de cidadania política e de reconhecimento social
tanto quanto o temos cada um de nós, indivíduos e grupos sociais,
de participar e de intervir na vida social. Em vários sentidos, a
pretensão de objetividade que as guia e que guia as iniciativas
cidadãs e os movimentos sociais possui uma fundamentação
diretamente universalista, normativa.
ISBN: 978-85-66923-16-2
Nº de pág.: 376
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
Justiça, Direito e Ética Aplicada: VI Simpósio Internacional sobre a Justiça - Agemir Bavaresco, Nythamar de Oliveira e Paulo Roberto Konzen (Orgs.)
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O presente volume reúne
20 trabalhos apresentados no VI Simpósio Internacional sobre a
Justiça, realizado na PUCRS, de 19 a 23 de agosto de 2013,
debatendo, em foro público, questões e problemas referentes à
“Justiça Social, Direito e Ética”. O evento reuniu, com grande
êxito, vários pesquisadores, professores e alunos de cursos de
Pós-Graduação em Filosofia, Direito, Ciências Jurídicas,
Ciências Sociais e Humanas do exterior e de todo o País, com
sessões realizadas pela manhã, à tarde e à noite, ao longo de
toda a semana. Todos os conferencistas estrangeiros, assim como os
seus homólogos brasileiros, são renomados pesquisadores em ética e
filosofia política, com vasta produção teórica e publicações em
suas respectivas áreas de conhecimento, sobretudo em teorias da
justiça e teorias de ética aplicada e Direito. Os trabalhos
apresentados e debatidos em foro público abordaram problemas e
conceitos diretrizes em Justiça Social, Direito e Ética, enfocando
diversos campos de aplicação e teorização tais como teoria
crítica, liberalismo político, movimentos sociais, reformas do
Estado, multiculturalismo, globalização e transformações
inerentes ao processo democratizante do País, assim como aspectos
teóricos e pragmáticos das teorias da justiça e da democracia em
autores como Immanuel Kant, Georg W. F. Hegel, John Rawls, Michel
Foucault, Jürgen Habermas e Axel Honneth, e diferentes apropriações
críticas e alternativas em teorias comunitaristas (Escola de
Frankfurt, Sandel, MacIntyre, Taylor, Walzer), utilitaristas e
consequencialistas (Mill, Bentham, Sidgwick, Hare, Singer, Sen),
feministas (Benhabib, Fraser, Butler) e novas perspectivas em
interlocução com a Neurociência, Ciências Cognitivas, Bioética e
Psicologia Moral e Social.
ISBN: 978-85-66923-15-5
Nº de pág.: 415
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Debatendo Políticas Públicas - Luigi Bobbio
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Debatendo Políticas
Públicas com Luigi Bobbio quer introduzir o leitor ás explanações
deste catedrático da Faculdade de Turim, na Itália. Desde a vinda
dele até o lançamento dessa publicação, inúmeras questões
importantes relacionadas à temática das políticas públicas se
desenvolveram com grande velocidade no país, dentre as quais a
criação do cargo de Gestor de Políticas Públicas pelo Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) do Governo Federal, o
que também foi seguido por outros entes da federação, como o
Estado de São Paulo e o Distrito Federal. Essa iniciativa é uma
medida que demonstra a importância que o instituto das políticas
públicas tem alcançado na Administração Pública moderna, tendo
em vista que se trata de garantir a eficiência dos investimentos na
resolução de questões e problemas sociais e coletivos.
ISBN: 978-85-66923-22-3
Nº de pág.: 34
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Parecer do Conselho Estadual de Educação do RS apresenta norma que impediria as escolas de expulsar alunos
Reflexão aos colegas professores e a todos pais e futuros pais de alunos, ou seja, quase todo mundo.
Algumas "regras" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação cada vez menos crítica vai tomando...
Um pai tem uma filha menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ele a expulsa de casa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar um novo lar melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova casa e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma filha de 13 anos de casa não é uma atitude coerente nem correta... o correto seria o pai como responsável pela educação da criança estabelecer o diálogo com sua filha para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes.
Pois bem, um pai é responsável apenas por parte da educação de uma criança, há também uma parte de responsabilidade da escola... Vamos ler novamente o parágrafo acima, porém mudando algumas palavras:
Uma escola tem uma aluna menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ela a expulsa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar uma nova escola melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova escola e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma aluna de 13 anos não é uma atitude educativa nem pedagógica... o correto seria a escola como responsável por parte da educação da criança estabelecer o diálogo com sua aluna e seus familiares para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes e realmente educativas.
Entendeu minha opinião sobre a expulsão nas escolas??? Sempre há exceções, talvez uma norma que impeça expulsões seja um exagero, porém uma recomendação sobre esta prática creio que qualquer educador que se preze já possui...Algumas "normas" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação, cada vez menos crítica, vai tomando... Expulsão não é solução, mas sua proibição também não soluciona nada...
Não sou a favor da expulsão, porém julgo que esta possibilidade deva existir para casos extraordinários. Há ainda quem defenda que toda expulsão deve garantir também a transferência do aluno, porém minha longa experiência na educação pública mostra que alunos problemáticos transferidos de maneira preventiva apresentam grau de evasão superior a 80%, ou seja: toda transferência é uma espécie de expulsão. Alguém que encare de maneira ideológica esta questão pode ainda dizer: "conversar com os menores é o mesmo que esperar um milagre", mas minha experiencia de anos como conselheiro escolar mostra que o diálogo realmente funciona, pois um aluno problemático geralmente tem a fonte de seus problemas fora da escola, desta forma um diálogo junto a família e a orientação escolar revela isso e não se fica só no papo, dai para frente é feito o contato com a assistência social e feito o encaminhamento que dependendo do caso pode ser junto a ongs, oportunidade de emprego, tratamento médico, etc... presenciei diversos casos de alunos que mudaram de postura após o devido acompanhamento da escola, quase todos pra falar a verdade. Porém sempre há exceção, e a exceção que eu falo são os ditos "irrecuperáveis", por isso sou contra a criação de uma norma que proíba a expulsão, embora inapropriado para a maioria dos casos, este recurso deve existir para casos especiais.
Professores e Pais são responsáveis pela educação do indivíduo, mas por partes diferentes. "Expulsar" de casa ou da escola nunca é uma atitude sensata. O Pai não pode expulsar pois é de sua responsabilidade o lar e a criação. Já a escola não deve expulsar, mas precisa manter esta possibilidade para casos extraordinários, casos onde sozinha não irá poder "recuperar o aluno", ela é responsável pelo "ensinar a conviver em sociedade," ela trai seus princípios se fica impotente frente a um estudante que agride um professor, por exemplo. Num caso destes o aluno precisa ter todo acompanhamento e diálogo para procurar-se solucionar parte das causas de seus problemas, mas sou a favor que seja expulso e imediatamente transferido, pois julgo que sua não expulsão pode passar uma ideia de certeza de impunidade aos outros estudantes, já soube casos ainda piores onde o professor foi transferido após um caso destes, isto é ainda pior, pois além da impunidade ainda acaba por funcionar psicologicamente como um prêmio à delinquência.
(Filósofo Fabio Goulart da Página Filosofia Hoje )
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O conceito de sociedade civil em Hegel e o princípio da liberdade subjetiva - Tarcilio Ciotta
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O livro tem como objeto
de estudo o conceito de Sociedade Civil a partir da Filosofia do
Direito de Hegel. Nessa perspectiva, o objetivo central desta
investigação consiste em expor e demonstrar como Hegel, a partir de
sua lógica especulativa, concebe este conceito enquanto emergência
de uma nova figura da ideia ética, ideia esta que perfaz e abarca os
acontecimentos do mundo moderno e apreende, neste aparecer
fenomênico, o desenho e o progredir imanente da ideia da liberdade
que se apresenta enquanto direito da particularidade e
desenvolvimento histórico do princípio da liberdade subjetiva.
ISBN: 978-85-66923-18-6
Nº de pág.: 188
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014
O Preço da Copa
2014 teve a copa de todas as copas? E o preço que pagamos? Muito além dos bilhões gastos, tivemos um desgaste social e moral que foi alto demais... Esta é a reflexão que o filósofo Fabio Goulart propõe no vídeo desta semana. Além disso, também demonstra como os movimentos contra a copa como #nãovaitercopa e #imaginanacopa acabaram contribuindo para a maquiar a realidade obscura deste megaevento...assista...reflita...comente...compartilhe...
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