terça-feira, 12 de agosto de 2014

Justiça, Direito e Ética Aplicada: VI Simpósio Internacional sobre a Justiça - Agemir Bavaresco, Nythamar de Oliveira e Paulo Roberto Konzen (Orgs.)

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O presente volume reúne 20 trabalhos apresentados no VI Simpósio Internacional sobre a Justiça, realizado na PUCRS, de 19 a 23 de agosto de 2013, debatendo, em foro público, questões e problemas referentes à “Justiça Social, Direito e Ética”. O evento reuniu, com grande êxito, vários pesquisadores, professores e alunos de cursos de Pós-Graduação em Filosofia, Direito, Ciências Jurídicas, Ciências Sociais e Humanas do exterior e de todo o País, com sessões realizadas pela manhã, à tarde e à noite, ao longo de toda a semana. Todos os conferencistas estrangeiros, assim como os seus homólogos brasileiros, são renomados pesquisadores em ética e filosofia política, com vasta produção teórica e publicações em suas respectivas áreas de conhecimento, sobretudo em teorias da justiça e teorias de ética aplicada e Direito. Os trabalhos apresentados e debatidos em foro público abordaram problemas e conceitos diretrizes em Justiça Social, Direito e Ética, enfocando diversos campos de aplicação e teorização tais como teoria crítica, liberalismo político, movimentos sociais, reformas do Estado, multiculturalismo, globalização e transformações inerentes ao processo democratizante do País, assim como aspectos teóricos e pragmáticos das teorias da justiça e da democracia em autores como Immanuel Kant, Georg W. F. Hegel, John Rawls, Michel Foucault, Jürgen Habermas e Axel Honneth, e diferentes apropriações críticas e alternativas em teorias comunitaristas (Escola de Frankfurt, Sandel, MacIntyre, Taylor, Walzer), utilitaristas e consequencialistas (Mill, Bentham, Sidgwick, Hare, Singer, Sen), feministas (Benhabib, Fraser, Butler) e novas perspectivas em interlocução com a Neurociência, Ciências Cognitivas, Bioética e Psicologia Moral e Social.
ISBN: 978-85-66923-15-5
Nº de pág.: 415
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Debatendo Políticas Públicas - Luigi Bobbio

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Debatendo Políticas Públicas com Luigi Bobbio quer introduzir o leitor ás explanações deste catedrático da Faculdade de Turim, na Itália. Desde a vinda dele até o lançamento dessa publicação, inúmeras questões importantes relacionadas à temática das políticas públicas se desenvolveram com grande velocidade no país, dentre as quais a criação do cargo de Gestor de Políticas Públicas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) do Governo Federal, o que também foi seguido por outros entes da federação, como o Estado de São Paulo e o Distrito Federal. Essa iniciativa é uma medida que demonstra a importância que o instituto das políticas públicas tem alcançado na Administração Pública moderna, tendo em vista que se trata de garantir a eficiência dos investimentos na resolução de questões e problemas sociais e coletivos.
ISBN: 978-85-66923-22-3
Nº de pág.: 34
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Parecer do Conselho Estadual de Educação do RS apresenta norma que impediria as escolas de expulsar alunos


Reflexão aos colegas professores e a todos pais e futuros pais de alunos, ou seja, quase todo mundo.


Algumas "regras" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação cada vez menos crítica vai tomando...


Um pai tem uma filha menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ele a expulsa de casa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar um novo lar melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova casa e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma filha de 13 anos de casa não é uma atitude coerente nem correta... o correto seria o pai como responsável pela educação da criança estabelecer o diálogo com sua filha para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes.


Pois bem, um pai é responsável apenas por parte da educação de uma criança, há também uma parte de responsabilidade da escola... Vamos ler novamente o parágrafo acima, porém mudando algumas palavras:


Uma escola tem uma aluna menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ela a expulsa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar uma nova escola melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova escola e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma aluna de 13 anos não é uma atitude educativa nem pedagógica... o correto seria a escola como responsável por parte da educação da criança estabelecer o diálogo com sua aluna e seus familiares para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes e realmente educativas. 


Entendeu minha opinião sobre a expulsão nas escolas??? Sempre há exceções, talvez uma norma que impeça expulsões seja um exagero, porém uma recomendação sobre esta prática creio que qualquer educador que se preze já possui...Algumas "normas" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação, cada vez menos crítica, vai tomando... Expulsão não é solução, mas sua proibição também não soluciona nada... 

Não sou a favor da expulsão, porém julgo que esta possibilidade deva existir para casos extraordinários. Há ainda quem defenda que toda expulsão deve garantir também a transferência do aluno, porém minha longa experiência na educação pública mostra que alunos problemáticos transferidos de maneira preventiva apresentam grau de evasão superior a 80%, ou seja: toda transferência é uma espécie de expulsão. Alguém que encare de maneira ideológica esta questão pode ainda dizer: "conversar com os menores é o mesmo que esperar um milagre", mas minha experiencia de anos como conselheiro escolar mostra que o diálogo realmente funciona, pois um aluno problemático geralmente tem a fonte de seus problemas fora da escola, desta forma um diálogo junto a família e a orientação escolar revela isso e não se fica só no papo, dai para frente é feito o contato com a assistência social e feito o encaminhamento que dependendo do caso pode ser junto a ongs, oportunidade de emprego, tratamento médico, etc... presenciei diversos casos de alunos que mudaram de postura após o devido acompanhamento da escola, quase todos pra falar a verdade. Porém sempre há exceção, e a exceção que eu falo são os ditos "irrecuperáveis", por isso sou contra a criação de uma norma que proíba a expulsão, embora inapropriado para a maioria dos casos, este recurso deve existir para casos especiais. 


Professores e Pais são responsáveis pela educação do indivíduo, mas por partes diferentes. "Expulsar" de casa ou da escola nunca é uma atitude sensata. O Pai não pode expulsar pois é de sua responsabilidade o lar e a criação. Já a escola não deve expulsar, mas precisa manter esta possibilidade para casos extraordinários, casos onde sozinha não irá poder "recuperar o aluno", ela é responsável pelo "ensinar a conviver em sociedade," ela trai seus princípios se fica impotente frente a um estudante que agride um professor, por exemplo. Num caso destes o aluno precisa ter todo acompanhamento e diálogo para procurar-se solucionar parte das causas de seus problemas, mas sou a favor que seja expulso e imediatamente transferido, pois julgo que sua não expulsão pode passar uma ideia de certeza de impunidade aos outros estudantes, já soube casos ainda piores onde o professor foi transferido após um caso destes, isto é ainda pior, pois além da impunidade ainda acaba por funcionar psicologicamente como um prêmio à delinquência.     


(Filósofo Fabio Goulart da Página Filosofia Hoje )


terça-feira, 5 de agosto de 2014

O conceito de sociedade civil em Hegel e o princípio da liberdade subjetiva - Tarcilio Ciotta

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O livro tem como objeto de estudo o conceito de Sociedade Civil a partir da Filosofia do Direito de Hegel. Nessa perspectiva, o objetivo central desta investigação consiste em expor e demonstrar como Hegel, a partir de sua lógica especulativa, concebe este conceito enquanto emergência de uma nova figura da ideia ética, ideia esta que perfaz e abarca os acontecimentos do mundo moderno e apreende, neste aparecer fenomênico, o desenho e o progredir imanente da ideia da liberdade que se apresenta enquanto direito da particularidade e desenvolvimento histórico do princípio da liberdade subjetiva.
ISBN: 978-85-66923-18-6
Nº de pág.: 188
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O Preço da Copa



2014 teve a copa de todas as copas? E o preço que pagamos? Muito além dos bilhões  gastos, tivemos um desgaste social  e moral que foi alto demais...  Esta é a reflexão que o filósofo Fabio Goulart propõe no vídeo desta semana. Além disso, também demonstra como os movimentos contra a copa como #nãovaitercopa e #imaginanacopa acabaram  contribuindo para a maquiar a realidade obscura deste megaevento...assista...reflita...comente...compartilhe...
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-Vídeo do Vlog 100% original
-Música original minha e da minha banda disponível em http://www.youtube.com/watch?v=DrWvelMsBB0
***Tudo sob Creative Commons - Uso não-comercial 2.5 Brasil License. http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/br/


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ensino de filosofia e interdisciplinaridade - Leno Francisco Danner (Org.)

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Pensar um ensino de humanidades em perspectiva interdisciplinar e contextualizada, de modo a fazer jus a dois pontos que considero fundamentais para o sucesso desse mesmo ensino humanístico em particular e da educação de um modo geral, a saber: (a) o diálogo permanente com as disciplinas científicas e com os problemas do cotidiano de vida, que permite enfatizar-se a atualidade e a importância das humanidades no que tange à formação crítica e criativa dos educandos (reforçando, inclusive, o aspecto emancipatório da educação e da escola, que é um de seus cernes); e (b), a partir da interação com as disciplinas científicas e com o cotidiano de vida, a possibilidade tanto de pensar-se sistematicamente sobre o conhecimento quanto de aplicar-se prática e localizadamente esse mesmo conhecimento sistematicamente elaborado. Esses dois pontos, com efeito, tornam o ensino de humanidades um rico campo de valorização das disciplinas científicas (e de seus resultados) em sua relação com a dinâmica – em termos de problemas e de potencialidades – própria de nosso cotidiano, em seus múltiplos e interconectados vieses (social, político, cultural, econômico etc.). Eles permitem relembrar e reforçar essa encarnação das pesquisas científicas, ao mesmo tempo em que valorizam a importância da abordagem científica do – e sobre o – cotidiano, que, tanto quanto as abordagens religiosas, filosóficas ou ligadas ao senso comum (que não pode ser entendido, aqui, em um aspecto negativo, desvalorizado frente à ciência), tem importância capital para a conceituação e a transformação do mesmo.
ISBN: 978-85-66923-13-1
Nº de pág.: 433
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terça-feira, 29 de julho de 2014

O Conceito de Liberdade de Imprensa ou de Liberdade de Comunicação Pública na Filosofia do Direito de G. W. F. Hegel - Paulo Roberto Konzen

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Através de uma rigorosa leitura e análise crítico-filológica, histórica e hermenêutica da obra de G. W. F. Hegel, sobretudo da Filosofia do Direito ou da Filosofia do Espírito Objetivo, o livro procura pesquisar e avaliar a relevância do conceito de liberdade de imprensa ou liberdade de comunicação pública, vinculado ao conceito de publicidade, por exemplo, no processo de suprassunção ou de mediação da diversidade, das diferenças e/ou dos mais variados conflitos possíveis na esfera pública, os quais são, a princípio, suprassumidos ou mediados no âmbito do Estado. Na Filosofia do Direito, ele expõe e elucida os conceitos de liberdade de imprensa ou de liberdade de comunicação pública, de liberdade de falar e de escrever, de liberdade de pensamento e de ciência e de publicidade, enquanto diferentes meios que são chamados ou conhecidos, normalmente, por liberdade de expressão ou, então, por imprensa livre, todos relacionados ainda com o conceito de opinião pública. Em suma, a liberdade de imprensa mostra-se, em Hegel, um meio essencial para o desenvolvimento de uma unidade diferenciada ou plural, pois liberdade de expressão e liberdade de acesso à informação serve de meio que possibilita a expressão, articulação e gerência da diversidade, sempre em vista da maior suprassunção ou mediação possível, por exemplo, das muitas diferenças dos indivíduos e/ou dos povos, além de promover a elevação dos seus graus de formação ou cultura. Assim, a liberdade de imprensa ou de comunicação pública, com a publicidade, é meio de formação/cultura essencial, por exemplo, de um povo, pois serve de meio que possibilita a externação, a mediação e a gerência da diversidade, permitindo a apropriada organicidade, a fim de evitar o extremo da estagnação ou da massificação, e também a respectiva vitalidade, a fim de interligar e de arejar as mais diversas esferas existentes.
ISBN: 978-85-66923-07-0
Nº de pág.: 462
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

A febre da Copa do Mundo. Uma gigante festa apolítica? - Christian Iber

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Jogar futebol e assisti-lo entusiasma alguns homens, mas não se vibra por quem joga melhor, vibra-se, por exemplo, pelo Brasil (verde-amarelo) ou pela Alemanha (preto-vermelho-ouro), isso é claro. Febre da Copa do Mundo, quilômetros de fãs, Fan Fest e public viewing [telão público para exibição do jogos] etc. No cenário inteiro da Copa do Mundo o futebol-nacionalista vive e goza a emoção do povo, o sentir da solidariedade e de pertencimento à nação brasileira/alemã etc., e na comunidade com “nosso time” o futebol-nacionalista quer, ao menos uma vez inteiramente consciente, não saber nada do cotidiano desagradável, da necessidade de concorrência nem da maldade que são por sua vez comuns entre os membros da nossa sociedade.
Por ocasião da emoção do povo notoriamente sem distância na Copa do Mundo no Brasil, este artigo fornece Seis teses filosóficas sobre o futebol e a Copa do Mundo que examinarão esse fenômeno a fundo. O tema é: o futebol em nossa sociedade contemporânea capitalista
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