segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Frases de Filosofia - A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver. Bertrand Russell


Sucesso no Rolezinho de Porto Alegre

-O Rolezinho no Moinhos Shopping realizado ontem em Porto Alegre e coorganizado pelo FilosofiaHoje foi um tremendo sucesso. Este é um dos shoppings mais elitizados do estado localizado no coração do bairro mais rico de Porto Alegre. Foi incrível a repercussão midiática e o forte aparato de segurança montado pelo simples fato de um passeio de não mais de 70 jovens de periferia em tal estabelecimento (desde o início esperávamos entre e 50 e 100 jovens devido ao terror social espalhado e ao difícil acesso deste estabelecimento em relação aos bairros mais pobres da capital). Sem falar na intimação no valor de absurdos R$150.000,00 entregue a nosso colunista e crítico social Fábio Fleck caso houvesse vandalismo ou “violência”. Tudo é tão bizarro que no início do rolezinho tinha 10 participantes e 30 jornalistas, mas com o tempo dezenas jovens se juntaram ao nosso grupo.

-Nosso grupo era montado por jovens de periferia, estudantes universitários, professores, pela JSB, advogados, conselheiros tutelares, e até por moradores da nobre região que apoiaram o grupo... Tudo que fizemos foi passear, olhar, lojas, consumir sorvete e refri na praça de alimentação, conversar e se divertir.
-Dado ao sucesso o movimento agora toma novos rumos. NÃO ORGANIZARESMOS MAIS ROLEZINHOS EM SHOPPINGS DO ESTADO (o próprio evento por nós marcados para o dia 25/01 no Praia de Belas Shopping está cancelado). A mensagem que queríamos passar já foi dada. Fica agora a reflexão.
Estamos aceitando sugestões, como as que já temos e vamos realizar:

Rolezinho Cultural (Casa de Cultura Mario Quintana);
Rolezinho no Hemocentro (doação de sangue e medula);
Rolezinho na Biblioteca Pública;

Agora é a sua vez participar! Estes novos rolezinhos logo serão marcados, organizados e por nós divulgados.
Nos links abaixo você pode acompanha toda repercussão midiática que aconteceu.





















































































domingo, 19 de janeiro de 2014

Convite para Rolézinhos

O Movimento Dos Rolézinhos está crescendo e se intensificando aqui em Porto Alegre.

Gostaríamos de convidar você e seus amigos para participar dos próximos eventos que estamos organizando, seja pra dar apoio, seja pra perder seus preconceitos.

-Hoje (domingo 19/01/2014) no Moinhos Shopping.

-Sábado dia 25/01/2014 no Shopping Praia de Belas. Paralelo ao rolé iremos nos reunir na praça de alimentação para um debate político-filosófico para construirmos alternativas à todas barreiras invisíveis que a sociedade impões aos seus cidadãos mais necessitados, em especial aos mais jovens. (filósofos, sociólogos, comunicadores e historiadores já confirmados) link do evento https://www.facebook.com/events/262975763866053/ 

- (ainda sem data) Rolezinho cultural na Casa de cultura Mario Quintana.

- (ainda sem data) Rolezinho para doação de sangue e medula no Banco de Sangue. (vale dia de folga e salva vidas!)

- Entre outros rolezinhos que podemos organizar para diminuir a distância entre a velha e a nova classe média promovendo a mais que necessária inclusão e interação social.  


- Pare de querer mudar o mundo e comece a mudá-lo... Eis o convite do Filósofo Fábio Goulart e do Crítico social Fábio Fleck da página FilosofiaHoje. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

O Rolezinho - O Som da Verdade #17



Olá! Minha coluna O Som da Verdade de hoje, será diferente.

Hoje vou abordar o assunto: "Rolezinho", este tema vem sendo noticiado a algum tempo, nos principais jornais, portais e nas redes sociais e por este motivo resolvemos tratá-lo por aqui.

Primeiramente, é necessário que você entenda como isso começou, então segue um breve resumo:
Desde o fim de 2013, jovens têm organizado encontros pelas redes sociais, principalmente, em shoppings da capital paulista e da Grande São Paulo. Os eventos ficaram conhecidos como "rolezinhos". A primeira iniciativa a ganhar repercussão aconteceu no Shopping Metrô Itaquera, Zona Leste de São Paulo, em 8 dezembro.  Algumas lojas fecharam com medo de saques e o centro comercial encerrou o expediente mais cedo.

Este tipo de encontro em lugares públicos-privados não é propriamente uma novidade em São Paulo. 
E não começaram especificamente no ano passado. Ocorreram mais eventos deste tipo, como você pode ver em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/conheca-historia-dos-rolezinhos-em-sao-paulo.html
 
Os passeios romperam a fronteira paulistana. Em Porto Alegre, há dois eventos sendo convocados por meio Facebook: no Shopping Moinhos, no próximo domingo, e no Barra Shopping, em 1º de fevereiro.
Resolvemos entrevistar os organizadores do evento Marcia Santos (Organizador do evento no Shopping Moinhos) e Luana Mendonça (Organizadora do Shopping Praia de Belas).

Por uma questão de receio quanto a retaliações por parte das autoridades e pessoas contrárias ao evento, os organizadores do evento, me pediram ajuda na divulgação, cobertura e organização e estou auxiliando e acompanhando, para evitar atos violentos.

Segue a entrevista:

1) Márcio. O que você acha sobre o que aconteceu nos "Rolezinhos" em SP? Qual sua opinião sobre o assunto? Rolezinhos acontecem desde a década de 80, 90, quando os shoppings se proliferaram pelas cidades brasileiras. O espaço sempre foi de lazer. Eu, por exemplo, fumei o meu primeiro cigarro dentro de um shopping.  Hoje não fumo mais e é proibido fumar em lugares fechados. Muita coisa mudou. O que piorou foi a educação no país. Chegou num ponto que o jovem da periferia é tão viciado no funk, que ele não respeita mais quem está do seu lado. Ele leva seu som para dentro do metrô, do trem e do shopping. Alguns se transformaram em vândalos. O grande problema é que nem todos são vândalos. E a PM truculenta e sem educação também, impediu a entrada desses jovens de maneira violenta, na maioria negros e pardos, de entrar nestes estabelecimentos comercias. Aí surgiu o problema. 

2) Por qual motivo você acha que algumas pessoas "abraçaram esta causa" que ocorreu em SP, assim como você está fazendo? Acredito que os protestos realizados em junho não foram suficientes para sanar os anseios imediatos dos brasileiros. Estamos no ano da Copa do Mundo, muito dinheiro está circulando, muita corrupção está acontecendo. A inflação está sendo ocultada, os alimentos, serviços, impostos estão muito caros e ninguém está satisfeito com a atual política econômica do país. Assim como o preço da passagem no ano passado, o problema racial agora parece ser estopim do desconforto da população.

3) Tem pessoas que não sabem.O que é "Rolezinho" e qual o significado disso? Em São Paulo ir pra balada também pode ser definido como "dar um rolê". Os rolezinhos nos shoppings são momentos lazer dos jovens da periferia. Eles andam em turmas, escutam funk, namoram, paqueram. O que todo mundo já fez ou faz quando estava na idade deles. A diferença está nos novos hábitos desses jovens que se proliferaram, ganham seus salários, vivem ouvindo funk ostentação, e querem consumir em shoppings. Só que eles não se separam de suas caixas de som e causou o problema.

4) Por qual motivo você decidiu fazer isso em Porto Alegre? Eu vi que no Rio de Janeiro vai acontecer o evento no mesmo dia e horário que marquei aqui. Assim como lá, decidi apoiar a causa do racismo e da desigualdade. Acho que o país é um só, não somos um outro país. A causa lá e aqui é a mesma. O racismo aqui é bem pior que em São Paulo.

5) A principal preocupação das pessoas Márcio, é com a segurança. Como vocês estão tratando, programando este "rolezinho"? Como será no quesito segurança? Hoje vamos conversar com administração do Moinhos Shopping e definiremos se ocorrerá dentro ou fora do estabelecimento. Se for dentro, o shopping tem seus próprios seguranças. Se for fora, avisaremos a Brigada Militar sobre o ato.

6) Como será organizado, será dentro, fora, do Shopping? Queremos entrar. O encontro inicial será fora. Depois vamos percorrer os corredores do shopping até a praça de alimentação, civilizadamente, e faremos uma espécie de pic nic nas mesas do local. 

7) O que mais as pessoas perguntam é: Para que fazer isso? o que você pensa sobre isso? Qual o propósito deste evento? Qual o efeito prático disso? O propósito, o motivo é um só: apoio aos jovens pobres e negros do país. Eu penso que protestar é cultura de países de primeiro mundo, aqui estamos em desenvolvimento, e as pessoas estão se acostumando com estes eventos. E por isso existem muitas dúvidas.

8) O que será feito lá no Moinhos efetivamente? O que vocês farão lá no local fisicamente? Vamos nos encontrar na rua, percorrer os corredores, assim como são os rolês. Iremos até a praça de alimentação e, num ato simbólico, será distribuído pão com mortadela. O ideal é que os pobres e negros se sintam a vontade e sejam bem vindos no shopping. Assim como deve ser em qualquer lugar.

9) Temos visto várias pessoas indignadas com estes Rolezinhos, dizem que há violência, arrastão, roubo, música alta, baderna, etc. O que você pensa sobre isso? E nós, teremos alguma destas coisas aqui em Porto Alegre? Como será?  Eu acredito que num futuro próximo não será diferente a introdução de pobres, negros e pardos que gostam de funk ocuparem espaços que antes não ocupavam. O país está num processo de mudanças sociais. No ato programado pra domingo não queremos violência, arrastão e musica alta. Queremos um rolê civilizado. É preciso deixar claro que pobre e negro pode sim ter educação. É preciso deixar claro também que o país precisa urgentemente de investimento na educação já que esse tipo de problema acontece numa cidade grande como São Paulo. 

10) Você acha que existe preconceito racial, social, cultural? E Contra o Funk? Existe sim e não só no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos, que já elegeu um presidente negro, existe. E talvez sempre vá existir. O que não pode acontecer é violar os direitos dessas pessoas. Em relação ao funk também existe ojeriza. E não deveria, pois o funk ouvido por estes jovens é genuíno, brasileiro. É a nossa cara. Infelizmente. O que podemos fazer agora é cobrar dos governantes, nossos representantes políticos, investimento na educação, e acreditar que, assim, a qualidade dessa música melhore.

Autor: (Crítico Social Fábio Fleck Filosofia Hoje)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Frase de João Goulart

Em apoio ao povo da Zona Leste de São Paulo e das periferias das grandes cidades de todo o Brasil. Contra toda forma de opressão, preconceito e discriminação aos pobres. Estamos organizando 2 Rolézinhos em Porto Alegre.

1° Dia 19/01/14 (Neste Domingo) no Moinhos Shopping - Link do Evento https://www.facebook.com/events/1398351057082063/

2° Dia 25/01/14 (Próximo Sábado) no Praia de Belas Shopping - Link do Evento https://www.facebook.com/events/262975763866053/

Rolézinho nada mais é que um passeio coletivo num shopping da cidade. Estamos fazendo uma manifestação pacífica contra a desigualdade e racismo. Não vamos tolerar nenhum tipo de violência, afinal é por isso que estamos nos movimentado. Além de passear pretendemos fazer um piquenique de pão com mortadela "rachado" entre os participantes, e aproveitar a reunião para discutirmos medidas contra a discriminação social neste país.

Todos estão convidados a participar!!!

Att Fabio Goulart e Fábio Fleck da página FilosofiaHoje

Você Sabia? Curiosidades - Kant

Quando morre o pai, Kant passa por dificuldades financeiras e forçosamente deixa os estudos. Para se sustentar, durante quase dez anos torna-se professor particular em residências de famílias abastadas da Prússia Oriental. Kant aprendeu rapidamente os modos da elite de sua época, como conversar, as formalidades de uma nobreza que até então lhe era estranha.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Rolezinhos Porto Alegre

Em primeiro lugar é bom informarmos que não estamos querendo “intelectualizar” ou “politizar” os rolezinhos. Os rolezinhos por si só já são “politizados” e eu sou um cara da periferia, Nasci vivi e ainda moro na periferia e me orgulho muito disso. Como todos os jovens dos rolés da zona leste de São Paulo eu não tive acesso a entretenimento nem a lazer de qualidade no meu bairro, muito contrário, cresci em meio à violência policial e urbana e sem um pila no bolso pra dar rolé. Lembro de sofrer descriminação e ser seguido de perto por seguranças nas poucas vezes que fui ao Shopping com amigos, nós até tirávamos onda dizendo que se tratava de “segurança particular”, mas isso na real é preconceito puro e tem que acabar.

Os rolezinhos nada mais são do que passeios... Jovens da periferia querendo passear, curtir, zoar, conhecer gente nova, beijar... e todas estas outras coisas que a velha classe média vai fazer normalmente no shopping. O simples alvoroço que se criou em torno dos rolezinhos já prova a questão do preconceito que tanto se fala. Quando vai um grupo de 300 jovens da velha classe média fazer um barulhento Flash mob no shopping ninguém fala nada, quando vão 300 “bixos” da universidade federal badernar ninguém fala nada... por isso digo que os rolezinhos são politizados.

Isso tudo nada tem a ver com comunismo. Funciona como crítica ao capitalismo e a segregação que as elites impõem aos mais pobres, mas ninguém quer o fim da propriedade privada ou uma distribuição de renda forçada. Queremos apenas o direito de zoar e nos divertir, de desfrutar das mesmas opções de lazer e entretenimento das elites. Queremos ter acesso de bens de consumo das mesmas marcas e qualidade dos que a burguesia usa. Nossa ostentação e barulho é um grito contra a verdadeira ostentação e violências que os poderosos jogam na nossa cara todo dia. Mais do que isso queremos ser respeitados e tratados como iguais mesmo mantendo nosso estilo, cultura e jeito de ser. Por isso escutamos nosso funk que não é criminoso. Nosso funk é crítico, pois critica os valores estéticos e morais que as elites sempre usaram como elemento de repressão e segregação.

Em apoio ao povo da Zona Leste de São Paulo e das periferias das grandes cidades de todo o Brasil. Contra toda forma de opressão aos pobres e negros, em especial contra a brutal e covarde ação diária da polícia militar no Brasil, seja nos shoppings, nas praias ou nas periferias. E contra o vandalismo e crimes também!

***Os rolézinhos não são um problema, são a reação a um problema muito maior chamado desigualdade social. Não adianta nos proibir, o único jeito de acabar com os rolés é diminuindo a desigualdade de forma adequada!   

A partir dos rolés da próxima semana quero propor simultaneamente a curtição da gurizada que a galera da que realmente queira mudar essa história se reúna e discuta dentro do shopping formas de mudar essa situação. Chamo esses eventos de “Rolezinhos Filosóficos” e o primeiro será organizado dia 25/01/14 a partir 17h no Shopping Praia de Belas-POA-RS. Organize outros rolézinhos em sua cidade!!!

OBS: Estamos fazendo uma manifestação pacífica contra a desigualdade e racismo. Se houver violência ou depredação, furtos ou outros problemas, não estarão relacionados com o evento criado.
(Filósofo Fabio Goulart – Coorganizador dos Rolezinhos Porto Alegre)

Apenas Reflita...


O Pensador Moderno por Andy Singer (1965) Cartunista norte-americano.