Em apoio ao povo da Zona Leste de São Paulo e das periferias das grandes cidades de todo o Brasil. Contra toda forma de opressão, preconceito e discriminação aos pobres. Estamos organizando 2 Rolézinhos em Porto Alegre.
1° Dia 19/01/14 (Neste Domingo) no Moinhos Shopping - Link do Evento https://www.facebook.com/events/1398351057082063/
2° Dia 25/01/14 (Próximo Sábado) no Praia de Belas Shopping - Link do Evento https://www.facebook.com/events/262975763866053/
Rolézinho nada mais é que um passeio coletivo num shopping da cidade. Estamos fazendo uma manifestação pacífica contra a desigualdade e racismo. Não vamos tolerar nenhum tipo de violência, afinal é por isso que estamos nos movimentado. Além de passear pretendemos fazer um piquenique de pão com mortadela "rachado" entre os participantes, e aproveitar a reunião para discutirmos medidas contra a discriminação social neste país.
Todos estão convidados a participar!!!
Att Fabio Goulart e Fábio Fleck da página FilosofiaHoje
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Você Sabia? Curiosidades - Kant
Quando morre o pai, Kant passa por dificuldades financeiras e
forçosamente deixa os estudos. Para se sustentar, durante quase dez anos
torna-se professor particular em residências de famílias abastadas da
Prússia Oriental. Kant aprendeu rapidamente os modos da elite de sua
época, como conversar, as formalidades de uma nobreza que até então lhe
era estranha.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Rolezinhos Porto Alegre
Em primeiro lugar é bom informarmos que não estamos querendo
“intelectualizar” ou “politizar” os rolezinhos. Os rolezinhos por si só já são “politizados”
e eu sou um cara da periferia, Nasci vivi e ainda moro na periferia e me
orgulho muito disso. Como todos os jovens dos rolés da zona leste de São Paulo
eu não tive acesso a entretenimento nem a lazer de qualidade no meu bairro,
muito contrário, cresci em meio à violência policial e urbana e sem um pila no
bolso pra dar rolé. Lembro de sofrer descriminação e ser seguido de perto por
seguranças nas poucas vezes que fui ao Shopping com amigos, nós até tirávamos onda
dizendo que se tratava de “segurança particular”, mas isso na real é
preconceito puro e tem que acabar.
Os rolezinhos nada mais são do que passeios... Jovens da
periferia querendo passear, curtir, zoar, conhecer gente nova, beijar... e
todas estas outras coisas que a velha classe média vai fazer normalmente no
shopping. O simples alvoroço que se criou em torno dos rolezinhos já prova a
questão do preconceito que tanto se fala. Quando vai um grupo de 300 jovens da
velha classe média fazer um barulhento Flash mob no shopping ninguém fala nada,
quando vão 300 “bixos” da universidade federal badernar ninguém fala nada...
por isso digo que os rolezinhos são politizados.
Isso tudo nada tem a ver com comunismo. Funciona como
crítica ao capitalismo e a segregação que as elites impõem aos mais pobres, mas
ninguém quer o fim da propriedade privada ou uma distribuição de renda forçada.
Queremos apenas o direito de zoar e nos divertir, de desfrutar das mesmas
opções de lazer e entretenimento das elites. Queremos ter acesso de bens de
consumo das mesmas marcas e qualidade dos que a burguesia usa. Nossa ostentação
e barulho é um grito contra a verdadeira ostentação e violências que os
poderosos jogam na nossa cara todo dia. Mais do que isso queremos ser
respeitados e tratados como iguais mesmo mantendo nosso estilo, cultura e jeito
de ser. Por isso escutamos nosso funk que não é criminoso. Nosso funk é crítico,
pois critica os valores estéticos e morais que as elites sempre usaram como
elemento de repressão e segregação.
Em apoio ao povo da Zona Leste de São Paulo e das periferias
das grandes cidades de todo o Brasil. Contra toda forma de opressão aos pobres
e negros, em especial contra a brutal e covarde ação diária da polícia militar
no Brasil, seja nos shoppings, nas praias ou nas periferias. E contra o vandalismo
e crimes também!
***Os rolézinhos não são um problema, são a reação a um problema muito
maior chamado desigualdade social. Não adianta nos proibir, o único jeito de
acabar com os rolés é diminuindo a desigualdade de forma adequada!
A partir dos rolés da próxima semana quero propor
simultaneamente a curtição da gurizada que a galera da que realmente queira
mudar essa história se reúna e discuta dentro do shopping formas de mudar essa
situação. Chamo esses eventos de “Rolezinhos Filosóficos” e o primeiro será
organizado dia 25/01/14 a partir 17h no Shopping Praia de Belas-POA-RS.
Organize outros rolézinhos em sua cidade!!!
OBS: Estamos fazendo uma manifestação pacífica contra a
desigualdade e racismo. Se houver violência ou depredação, furtos ou outros
problemas, não estarão relacionados com o evento criado.
(Filósofo Fabio Goulart – Coorganizador dos Rolezinhos Porto
Alegre)
Link do evento - https://www.facebook.com/events/262975763866053/
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A Fé na humanidade
Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque
existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja
sujo por completo.
Mahatma Gandhi
Mahatma Gandhi
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Contradições da Verdade
O homem deseja e odeia a verdade. Quer mentir aos outros - quer que o
enganem (prefere a ficção à realidade), mas por outro lado receia o
engano, quer o fundo das coisas, o verdadeiro verdadeiro, etc.
Somente a razão conduz à verdade. Mas só os fanáticos, os visionários e os iluminados fazem as coisas grandiosas, mudanças, descobertas. A verdade, de tanto se tornar necessária, conduz à secura, à dúvida, à inércia - à morte.
É muito natual que os homens odeiem aqueles que dizem ou tentam dizer a verdade. A verdade é triste (dizia Renan) - mas, com maior frequência, é horrível, temível, anti-social. Destrói as ilusões, os afetos. Os homens defendem-se como podem. Isto é, defendem a sua pequena vida, apenas suportável à força de compromissos, de embustes, de ficções, etc. Não querem sofrer, não querem ser heróis. Rejeição do heroísmo-mentira.
Giovanni Papini
Somente a razão conduz à verdade. Mas só os fanáticos, os visionários e os iluminados fazem as coisas grandiosas, mudanças, descobertas. A verdade, de tanto se tornar necessária, conduz à secura, à dúvida, à inércia - à morte.
É muito natual que os homens odeiem aqueles que dizem ou tentam dizer a verdade. A verdade é triste (dizia Renan) - mas, com maior frequência, é horrível, temível, anti-social. Destrói as ilusões, os afetos. Os homens defendem-se como podem. Isto é, defendem a sua pequena vida, apenas suportável à força de compromissos, de embustes, de ficções, etc. Não querem sofrer, não querem ser heróis. Rejeição do heroísmo-mentira.
Giovanni Papini
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