quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A banalização do Homem

O esvaziamento dos indivíduos se espalha das salas de aulas aos escritórios, criando e mantendo tabus e rituais que não podem, não devem ou não necessitam serem questionados. Desta forma acabamos por naturalizar nossos mitos, algo que nem a mais antiga das religiões se arriscou a fazer. O ser humano se banalizou. “O eu integralmente capturado pela civilização se reduz a um elemento dessa inumanidade à qual a civilização desde o início procurou escapar.” (Filósofo Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Liberdade ! Só que não ...

Ao indivíduo é dada toda liberdade de escolha, mas não lhe é permitido criar as próprias alternativas. (Filósofo Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje)

domingo, 3 de novembro de 2013

Alienação na era da superinformação

A sociedade pseudo esclarecida suprime até a última reminiscência do sujeito, substituindo-o e falsificando sua subjetividade natural por sua força de trabalho. Toda subjetividade natural se dilui nas “regras” do jogo da razão instrumental e assim o positivismo se entranha nos neurônios para garantir que a última instância intermediária entre ação individual e norma social seja totalmente eliminada. Diluído num processo técnico o sujeito reificado é livre do pensamento e medo mítico, ele fica confortavelmente seguro, mas fica alienado mesmo em uma era de superinformação como vivemos hoje, tem sua consciência eliminada, sua vida e seu mundo perdem sentido e significado, ele “torna-se um mero adminículo da aparelhagem econômica que tudo engloba.” Ele torna-se mera peça do sistema, sendo jogado de um lado para outro como uma ‘bola sete’ em uma mesa de sinuca. Por mais que a mídia, o governo e outras instituições se esforcem em tentar convencer os indivíduos que tudo isso é normal, é impossível passar por este ‘horror nosso de cada dia’ sem sofrimento. A razão instrumental nos aliena e reifica, mas não elimina nossos sentimentos, porém ela não os deixa impune, para que os indivíduos educados em sua lógica se esforcem em ignorar o que sentem, ela rebaixa de maneira emblemática tudo aquilo que sentem à patologias psicológicas ou sociais, resquícios primitivos que devem ser superados pra o progresso necessário. (Filósofo Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook fora do ar ?

Só o boato da possibilidade de tirar o Facebook Brasil ‘do ar’ (como aliais já foi feito com o You Tube ), já demonstra que no Brasil estamos engatinhando com o entendimento sobre Internet, Rede Social e Provedor de Conteúdo. O Analfabetismo Virtual ainda é o norte dos juízes que tentam julgar estas causas. . (Colunista Fábio Fleck – Da página Filosofia Hoje )

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Opinião sobre o ' Manifesto contra Marx '

Eu tomei coragem e resolvi ler a doentia carta que o burro do estudante João Victor escreveu contra "Marx", mesmo sem ele nunca ter lido nada do filósofo alemão. Vejamos as atrocidades que ele proclama. O texto começa assim:
\/
"Caro professor, Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora".

> Confesso que também tive problemas estomacais lendo esta carta, no entanto nada que um estomazil não resolvesse...

"Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras".

>Ao mesmo tempo que diz que "quer expor de forma livre sua crítica ao marxismo", ele acredita que vivemos num regime comunista ditatorial. Ora, se estivéssemos num regime totalitário, como ele disse, já teria sido empalado em algum presídio político. Além disso, a liberdade de expressão não é nem de longe oposta ao comunismo. A última frase acima mostra a falta de rigor teórico em sua retórica do senso comum.

"Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc".

>Em primeiro lugar, esta história de falar em Marxismo Cultural é coisa de leitor de Olavo de Carvalho. Em nenhum dos escritos de Gramsci ele defende isso. De qualquer forma, dizer que vivemos em um governo comunista e autoritário soa como mais como uma piada do que uma sentença. Primeiro, nunca existiu comunismo em lugar nenhum da história e do espaço geográfico. O comunismo é, nos moldes de Marx, uma etapa posterior do socialismo. Portanto, Cuba, URSS e Venezuela não atingiram o nível de comunismo pensado por Marx. Muito menos o Brasil. Dá para dizer, inclusive, que o Brasil é o país que mais tem políticas econômicas liberais e neoliberais da América do Sul, basta observarmos nossas alianças comerciais. Ou seja, o PT está mais para o liberalismo do que o comunismo. Daí chega o ápice de sua esquizofrenia: associar vários problemas sociais com o suposto "comunismo brasileiro".


>Como base nisso, minha tese sobre o estudante de Itajaí que se negou a fazer um trabalho sobre Marx: ele passou o semestre todo em festinhas particulares na sacada de seu Flat, e, como não havia estudado nada o semestre todo, usou como desculpa argumentos oriundos da doentia cabeça do Olavo de Carvalho. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos – Da página Filosofia Hoje )

domingo, 27 de outubro de 2013

Quem quer ser um Professor Universitário ?

A obsessão que os estudantes universitários tem por serem professores universitários me assusta. Primeiro, porque eles absorvem a lógica destruidora da competição em nome do poder e prestígio que um cargo universitário pode propiciar. Em segundo lugar, porque a grande maioria não tem preparo psicológico e intelectual para lecionar em nenhum nível de ensino, tão pouco o ensino superior. Em terceiro lugar, porque se prostituem (puxando o saco de professores e coordenadores) para atingir a função tão almejada. Eles se tornam joguetes do destino e da vontade de outros. Eis o problema do capitalismo: ele corrói todas as relações humanas, ele transformar tudo num jogo de interesses. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos – Da página Filosofia Hoje )

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vale Cultura, vale alguma coisa?

Chegamos a um estágio em que a relação da arte com a economia não pode ser descrita de outra forma que por meio do conceito de ‘patético’. Um indivíduo que vive do seu próprio do trabalho, e, portanto, com ou sem consciência disso: pertence a classe proletária. Ao pagar caro para usufruir de um tipo de cultura sem valor artístico, estético ou filosófico, como por exemplo ‘50 Tons de Cinza’, os livros da pseudo filosofia do Olavo de Carvalho ou os cds de Gustavo Lima, que, aliás, só reforçam as injustiças sociais presentes na realidade, acaba por ser punido pela miséria cultural do burguês: miséria que prova que ao menos na esfera intelectual as classes já não se distinguem mais. Por isso mesmo o aumento do consumo de bens culturais pelas classes C e D não significam nada para um país, e nunca significará nada se continuarmos seguindo esta lógica onde a elite lucra com a ignorância da massa. O que precisamos é uma educação crítica, libertadora e de qualidade, onde todos tenham acesso e compreensão da força transformadora da verdadeira arte e filosofia. Evidentemente não é com um cartãozinho de R$50,00 que se consegue isso... (Filósofos Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje )

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O direito liberal de se vender

Quando Locke dizia que "o meu corpo me pertence", ele estava dizendo o mesmo que "tenho o direito de vender minha força de trabalho para o capitalista em troca da sobrevivência". O liberalismo cinicamente sempre colocou a propriedade acima da liberdade e da vida, mesmo que na teoria a ordem axiológica seja bem diferente. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos – Da página Filosofia Hoje )