quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Somos todos diferentes, únicos e originais, mas indústria cultural busca uniformizar os pensamentos, os sonhos, as vontades e tudo mais que compõe o que podemos chamar de força de originalidade dos indivíduos. De tal maneira ela cria uma lógica interna autorreguladora e retroalimentadora que nos ensina a tratar com hostilidade tudo que se apresenta como diferente de si mesma para assim se autoconservar de ameaças internas e externas. Justamente assim a sociedade cria seu jeito de impor-se sobre os indivíduos, falsificando a impressão de já estar contida na essência de cada um, forçando-nos o princípio de identidade que acaba por impossibilitar o exercício da autonomia plena e tenta se colocar no lugar de uma suposta natureza humana. (Filosofo Fábio Goulart)

Violência e vandalismo têm origem você sabe onde...


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Infelizmente o nosso mundo acadêmico está tomado por filósofos de poltrona. Filósofos que não tem coragem pra sair dos livros e ir para as ruas, e que chamam qualquer coisa que assim faça de "Não filosofia". Sinto informar a estes senhores que sua filosofia já está morta, a filosofia de verdade é aquela que escorres do lado de lá da janela da biblioteca. Esta atitude antiquada destes filósofos é menos que arrogância, é uma atitude de defesa infantil. Dentro dos livros e das citações este "filósofo de poltrona" tem todo segurança para "argumentar", porém no mundo real ele é um ser indefeso que pode ser derrubado pelas mais toscas palavras de um ignorante qualquer... (Filosofo Fábio Goulart)

Guerra de ideias no interior de cada um


terça-feira, 13 de agosto de 2013

A passagem do século XX para o XXI não foi gradual como se poderia esperar em um mundo “já resolvido”, unilateral e liberal pós a queda do Muro de Berlim em 1989. Foi uma passagem chocante e apressada, marcada definitivamente pelos atentados de 11 de Setembro de 2001. Com a queda das torres gêmeas evidenciou-se que vivemos numa conjuntura mundial ainda mais fraca do que na época em que o nazismo ascendeu ao poder. Digo que criamos todas as possibilidades para que aquele ataque ocorresse sem que fosse necessário que algum louco com ideias de dominação subisse ao poder de uma grande nação. Aqueles atentados foram idealizados e executados por uma minúscula quantia de indivíduos que criaram sua própria fundamentação teórica e se organizaram de maneira livre e espontânea para cometer tal barbárie. (Filosofo Fábio Goulart)

Se esclarecer não tem preço !


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A história do cinema alemão pós guerra é curiosa. Meses depois do término da Segunda Guerra Mundial, o cinema alemão já era forte, graças ao "patrocínio" americano. Havia o interesse dos EUA em manter a parte ocidental da Alemanha "afiada" à ideologia liberal. Em meio ano, a Alemanha Ocidental já tinha uma indústria cinematográfica produtiva, mas de pouca qualidade. Na verdade a qualidade nunca foi a prioridade do cinema hollywoodiano. Tampouco do alemão. O fato é que curiosamente as empresas cinematográficas preferiam contratar pessoas que declaradamente seguiam o nazismo do que aqueles que defendiam o comunismo. Em poucos anos, mais de 90% dos empregados que se declaravam simpatizantes do comunismo foram demitidos. Diretores, escritores e atores também sofreram com o terror do "Macartismo" alemão. Este episódio, longe de ser isolado, só reforça o preconceito criado em torno do conceito de comunismo. Enquanto o comunismo for tratado como filme de terror e o nazismo como filme de ficção, a humanidade desconhecerá a verdade. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)

Pedagogia Desencorajadora