quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Bolsa-família na Europa (Texto para Reflexão)

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Dizem que bolsa-família é coisa de país atrasado. Concordo. Todo país europeu desenvolvido e com algum senso de responsabilidade social tem bolsa-família. Sem esse nome, claro. A Alemanha tem. A França tem. Os países escandinavos tem. Até a Inglaterra tem. Os europeus são dinossauros. Na França, o bolsa-família atende pelo nome de “aides sociales” (ajudas sociais). A França é totalmente insensível aos novos tempos. O seguro-desemprego francês pode durar até 36 meses. Depois disso, se a vida continua dura, o sujeito pode ter acesso ao RMI (renda mínima de inserção): 447 euros para uma pessoa só, 671 euros para quem tiver um filho. Quase 2 milhões 500 mil franceses recebem o RMI (nome válido até este ano). A partir dos 59 anos de idade, a pessoa pode receber o RMI sem sequer ter a obrigação de procurar trabalho. Não dá!
As famílias francesas recebem ajuda financeira conforme o número de filhos. O Estado ajuda a alugar apartamento e até a tirar férias. O sistema de saúde é universal e gratuito, inclusive os medicamentos. Que atraso! Um estudante estrangeiro em situação regular na França pode receber ajuda do Estado para ter onde morar. É muita mamata. Lembrete: o governo francês atual é, como eles dizem, de direita. Mas o Estado francês é republicano. A concepção de Estado dos europeus é muito esquisita: uma instituição para ajudar a todos e proteger os interesses da coletividade, devendo estimular a livre-iniciativa e dar condições de vida digna aos mais desfavorecidos. Agricultores recebem subsídios. Empresas ganham incentivos. A universidade é gratuita para todos os aprovados no BAC, o Enem deles. Há vagas para todos. Obviamente não há necessidade de cotas. Que loucura!
Existem instituições privadas de ensino, cujos salários dos professores são, em geral, pagos pelo Estado, pois se trata de um serviço de utilidade pública. Aí os nossos liberais adoram dizer: “E por isso que a França está quebrada”. Tive a impressão de que a crise mundial mostrou os Estados Unidos mais quebrados do que a França. Os mesmos liberais contradizem-se e afirmam: “A França é rica e pode se dar esse luxo…” É rica ou está quebrada? Quase 30% do PIB francês é distribuído em ajudas sociais. O modelo francês enfurece os capitalistas tupiniquins, leitores de revistas como a Veja, cujas páginas pingam ideologia. Visto que dá mau exemplo de proteção social, o Estado francês é chamado de anacrônico, ultrapassado, assistencialista e outros termos do mesmo quilate usados na guerra midiática. Está certo. Moderno é ajudar a turma dos camarotes e mandar a plebe se virar. Acontece que a plebe do Primeiro Mundo não aceita esse tipo de modernidade tão avançada.
É plebe rude. Se precisa, quebra tudo, mas não cede. Os ruralistas de lá são mestres em incendiar prefeituras quando falam em cortar-lhes os subsídios estatais. Nas cidades, a turma adora queimar uns carros para fazer valer seus direitos. Na Europa, pelo jeito, não se melhora o Estado piorando a sociedade. A França tem muito a aprender com o Brasil. Somos arcaicamente modernos. Numa pesquisa recente, a França tem a melhor qualidade de vida da Europa. Nada, claro, que possa nos superar. 



#FATO


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como a filosofia é tratada hoje? O filme chamado "FAHRENHEIT 451" respondeu esta pergunta com 50 anos de antecedência. Reproduzo o diálogo que acontece na película. "Come on, Montag! All this philosophy, let’s get rid of it. It’s even worse than the novels. Thinkers, philosophers, all of them saying exactly the same thing. 'Only I am right. The other are all idiots'! One century, they tell you man’s destiny is predetermined. The next, they say that he has freedom of choice. It’s just a matter fashion, that’s all. Philosophy. Just like short dresses this year, long dresses next year". Enquanto a razão que define a filosofia deste jeito prevalecer, o mundo prevalecerá igual: carente de transformação. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
As propagandas de carro e moto estão usando e abusando da velha técnica do "falo"(o masculino) para vender. É difícil assistir uma propaganda de carro que não termine com um beijo na mulher conquistada (por meio do carro). Neste setor as propagandas são quase todas direcionadas ao homem. Nelas prevalece a imagem da mulher como sendo propriedade masculina secundária ao carro. Enquanto que o feminismo luta para garantir a igualdade de gêneros, a TV e a Rádio lutam para generalizar o domínio do "falo". (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)

Frases de Filosofia - Por mais dolorida que possa ser a verdade, ela nunca pode ser encarada como mais violenta do que a falsidade escondida por doces mentiras. Fabio Goulart


O que é felicidade


terça-feira, 23 de julho de 2013

Muita gente sofre da “síndrome do Professor Pasquale”. Acha que num ambiente informal como o Facebook, o português tem que ser perfeito... Somente um burro empacado dá mais importância à forma do que o conteúdo. " É nóis que tá"! Chupa pasqualetes... (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
Devemos ofender nosso adversário numa discussão? Dependendo do caso: SIM! Até porque é uma ofensa muito maior em pleno século XXI, existir racista, homofóbico, machista, neonazista e qualquer outra aberração como estas. Quem pensa que não se pode se rebaixar ao nível deste tipo de monstro com ofensas, confunde o homem com uma máquina lógica. “Quem fala o que quer: Ouve o que precisa ser dito” (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)