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terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
O Movimento da Vida
O Movimento da Vida
“Tu não podes tomar banho duas vezes no mesmo rio, pois aquelas águas já terão passado e também tu já não serás mais o mesmo.” Assim dizia Heráclito de Éfeso um pré-socrático, ou seja, um dos primeiros filósofos da humanidade a mais de 2500 anos atrás.
Fico admirado em perceber como ainda hoje estas palavras parecem deter o poder de fazer do mais sábio ao mais ignorante refletir sobre as coisas da vida. Foram palavras que sobreviveram à ascensão e queda de impérios na antiguidade, às trevas na idade média, às navegações da modernidade e às grandes guerras e descobertas contemporâneas.
Dizer que o mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem o rio de ontem é o mesmo de hoje nos faz imediatamente pensar que na vida tudo pode mudar, devido a isso, por mais obscuras que tais palavras possam parecer, elas nos trazem sempre o sentimento de esperança.
Esta é a filosofia do “tudo flui”, ou ainda “tudo passa” (em grego “Panta rei”). Para Heráclito a única coisa que não poderia mudar era o próprio movimento, por isso a possibilidade da mudança (ou Devir) seria de fato a sua única certeza e a força que rege o universo. Mas como e quais são os limites desta mudança?
A mudança é sempre uma alternância entre contrários: coisas quentes esfriam, coisas frias esquentam; coisas úmidas secam, coisas secas umedecem etc. O mesmo podemos dizer sobre as pessoas: Pessoas boas podem fazer coisas más, pessoas que já foram ruins podem começar a ser boas, etc. Dificilmente a mudança vai de um extremo ao outro, geralmente é sutil e demorada, mas sempre pode acontecer. A realidade é formada sempre por dois lados da moeda, mesmo que às vezes somente um pode ser visto. Por isso não podem dizer que existem coisas quentes ou frias, nem pessoas boas e más, o certo é dizer que as coisas estão quentes ou frias, ou que as pessoas estão fazendo coisas boas ou ruins. O quente só é quente se comparado com o frio, e a qualquer hora pode esfriar, e as pessoas sempre carregam o bem e mal dentro de si, são as escolhas e os atos que farão os outros julgarem, por isso todos nós podemos mudar.
As coisas mudam naturalmente, como as águas que nascem nas montanhas e correm pelo rio até o mar, já as pessoas necessitam fazer algumas escolhas para mudarem. Estas escolhas devem surgir do desejo de se tornar diferente do que foi ontem, ou se transformar hoje no que deseja ser amanhã. É justamente a reflexão sobre quem somos e o que fizemos acrescentada das novas experiências de vida e conhecimentos adquiridos que podem nos dar força para mudar.
O tempo não para, cada homem sempre carrega com sigo seu passado, presente e futuro. Por isso devemos sempre manter a esperança na mudança, por mais que todos teimem e nos julgar pelas coisas que passaram, devemos lutar com suor e lágrimas por um futuro melhor, onde sejamos pessoas que fazem coisas melhores, onde a vida tenha mais valor.
Não são os outros que valorizarão sua vida. Você terá que fazer isso por sua própria conta.
domingo, 11 de março de 2012
Pensador vs Clicador
Atualmente encontramos mais "clicadores" do que "pensadores". O pensar foi deixado por um simples clicar. Esse simples clicar vem carregado de informações, assim não restando espaço para o pensar. Mas ainda tenho esperança de que isso mudará, e o mundo passará a ter mais pensadores do que clicadores. Vamos começar mudando isso agora? Então, tu podes começar a mudança comentando este post, em vez de apenas clicá-lo.
Frase de Filosofia - Filosofia é a desbanalização do banal - Paulo Ghiraldelli Jr.
Hoje é domingo! Dia de futebol, Faustão, Gugu e Silvio Santos... Lhes compartilho esta frase de Paulo Ghiraldelli Jr. "Filosofia é a desbanalização do banal"... Aproveite esse dia pra desligar a TV, curtir as pessoas que você realmente gosta, achar uma sombra legal e fazer uma boa leitura, etc.. Antes de desligar o PC não deixe de navegar pelas atualizações que fiz aqui no blog! Torne seu Facebook mais inteligente: COMPARTILHE e CURTA http://www.facebook.com/FilosofiaHoje !
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
E quando eu voltar a ser criança.
Quando era mais novo, costumava dizer que as crianças têm sonhos, os jovens e adolescentes têm planos e os adultos têm bens e dívidas. Eu não sabia, bem ao certo, o que estava dizendo, mas a cada dia que passava e me aproximava da passagem da juventude para a vida adulta, esta frase me incomodava cada vez mais e começava a fazer um grande sentido.
Pesquisas científicas dizem que durante o primeiro ano de vida o cérebro humano se desenvolve tão fantasticamente que “se esquece” de fazer com que o corpo aprenda a caminhar. Será que além de caminhar nosso cérebro não esqueceu “algo mais” lá na infância? Antes eu contava os dias para fazer dezoito anos e agora me pergunto: e quando eu voltar a ser criança? Vou fazer tudo de novo ou vou fazer tudo novo?
É evidente que o tempo não para e nem poderá voltar, mesmo que somente desta vez... Mas gosto deste ledo engano... Gosto de ter essa falsa esperança.
O que mais me fascina na criança é a constante vontade de descobrir e conseguir se fascinar com as mais simples descobertas “sensitíveis” do dia-a-dia. Ainda me lembro dos meus dias de jardim de infância onde corríamos todos enlouquecidamente para andarmos de balanço. Aquilo era uma sensação incrível, me trazia um prazer imensurável! Hoje voltei a andar de balanço, mas não consegui sentir nada de especial... É como se algo realmente tivesse ficado para traz, mas o que será que deixei na minha infância?
Enquanto eu “adultecia” virei um jogador de videogame, comemorando e descobrindo cada novo jogo com suas histórias e fases desafiadoras. Apaixonei-me pelas músicas da Legião Urbana, lembro-me que cada música que escutava pela primeira vez me trazia um “mix” de emoção e força que até hoje não consigo explicar. E assim fui vivendo uma série arrasadora de experiências “sensitíveis”... o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira vez sobre um palco de teatro, a primeira medalha, a primeira vez com um banquinho e o violão, a primeira transa sexual, o primeiro emprego, a primeira demissão, a primeira cavalgada, a primeira habilitação, o primeiro tiro, a primeira banca, a primeira vez no SPC, o casamento, o primeiro carro, a primeira casa, o nascimento da minha filha, etc...
“Mas de uns tempos pra cá, meio sem querer”, a vida tem se tornado meio chata. Tudo parece ser tão igual e os sentimentos da descoberta e da surpresa estão cada vez mais difíceis de aflorar em meu coração.
Estou ficando velho, cheio de dívidas, bens, deveres e preocupações... Estou ficando cada vez mais adulto e acho que é isso que separa o jovem do adulto: a naturalidade com que vemos o mundo.
Acho que deixei “algo” perdido na minha infância e tenho a esperança que novas experiências, como observar o desenvolvimento da minha filha, me ajudarão a encontra-lo.
Fabio Goulart 2006-2012.
Trago-lhes este texto em formato de crônica para que desfrutem despudoradamente. Escrevi este texto originalmente quando tinha obscenos 18 anos. Hoje à tarde o achei em meio a algumas coisas velhas resolvi reescreve-lo trazendo a experiência e o conhecimento dos meus atuais 24 anos. BOA LEITURA!!! Se CURTIR não se esqueçam de COMPARTILHAR com os amigos e recomendar o blog www.filosofiahoje.com ABRAÇOS !!!
quinta-feira, 8 de março de 2012
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