sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011 - 2011 Review
Gente... Mal posso acreditar mais 2011 já era! Está acabando...
E ninguém mais gabaritado a fazer uma retrospectiva que o Google...
Afinal ele sabe exatamente o que buscamos neste ano que passou...
O vídeo acima fala por si mesmo, assistam e se divirtam relembrando o ano que passou.
2.4 SENSIBILIDADE PARA PERCEBER O PROBLEMA
Seria injustiça com a maioria dos professores se não fosse salientado que
formar uma Comunidade de Investigação. (LIPMAN, 1995, p. 32)
mesmos nas aulas mais monótonas sempre são feitas perguntas clássicas, tais
como: “Vocês entenderam a matéria?” ou ainda, “Ficaram com alguma duvida?”. E
os alunos cordialmente respondem: “Não temos dúvida querida professora.”
As frases usadas cima são exemplos clássicos e gritantes de como o
professor pode fazer perguntas relacionadas ao assunto e os alunos responderem
sem que isso gere alguma atividade verdadeira do pensar.
Se o processo for totalmente mecânico, ou se o professor trouxer as
perguntas e suas respectivas respostas pré-prontas, provavelmente não haverá
incentivos naturais à prática da investigação e aula correrá o risco de se tornar ainda
mais estruturada e desestimulante para o aluno do que se não houvesse tais
perguntas.
O professor necessita perceber quais questões serão estimulantes,
interessantes e exigirão a reflexão e a investigação dos alunos. Não existe um tipo
especifico de questões a serem feitas, porém devem ser questões que ponham em
dúvida as certezas dos alunos, que sejam discrepantes ou carreguem em si algo
quase chocante e abominável, algo que não consiga deixar nem o mais desatento
dos alunos indiferente ao que foi dito. Sempre que possíveis, as perguntas devem
surgir da iniciativa dos alunos e quando não existir esta iniciativa, deve partir da
sensibilidade do professor.
Tal como as aulas e as perguntas realizadas pelo professor devem ser
questionadoras e dinâmicas, o currículo escolar também deve ser. Para isso ele não
pode ser paralisador do pensar, ou se apresentar de maneira clara e inflexível. Para
Lipman, o currículo escolar deve trazer à tona aspectos do tema ainda não
resolvidos e problemáticos, a fim de prender a atenção dos alunos e estimulá-los a
formar uma Comunidade de Investigação. (LIPMAN, 1995, p. 32)
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Quando vejo o mar
Quando vejo o mar...
Tenho a certeza que posso ser melhor...
fazer melhor... pensar melhor...
escutar melhor... amar melhor...
Talvez o vento não mude, talvez o Sol não volte a nascer...
Mas tenho a certa que posso ser quem eu sou...
Cada vez melhor.
2.3 COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO
Sanders e estava restrito a comunidades de cientistas, porém com o tempo o termo
teve seu sentido ampliado para qualquer tipo de investigação. Quando falamos em
Comunidade de Investigação, devemos ter em mente um local onde todos estão
dedicados à utilização de procedimentos semelhantes no desenvolvimento de
objetivos idênticos.
Para pensarmos a Escola como Comunidade de Investigação, necessitamos
pensá-la com as seguintes categorias:
1° Um lugar onde os alunos dividem suas opiniões;
2° Onde as questões surjam a partir das ideias dos alunos;
3° Onde existam debates honestos sobre opiniões não apoiadas;
4° Onde um aluno ajude o outro na compreensão daqui lo que foi informado
ou acrescentado por um colega, ou pelo professor;
5° Onde a discussão não está limitada pelas linhas divisórias que separam as
disciplinas;
6° Onde a investigação tenta acompanhar a naturalidade dos raciocínios dos
alunos.
O método da Comunidade de Investigação está baseado no diálogo
(LIPMAN, 1995, p. 31) e busca estar sempre harmonizado com a lógica das ideias
que possam ser apresentada ou desenvolvias em sala de aula. Muitas vezes a
investigação vai seguir por caminhos indiretos e os alunos discutirão temas que não
estão ligados diretamente ao assunto principal, porém como o processo todo é
internalizado ou introjetado pelos participantes, Lipman nos diz que estes passam a
pensar em “movimentos” que se assemelham aos “procedimentos”. Eles passam apensar como o processo pensa. (LIPMAN, 1995, p. 32)
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Quebrando Paradigmas na Educação
O vídeo abaixo vem bem ao encontro da Crítica a Escola que estou postando aqui no site.
Pra você que não leu algum dos textos clique no Título e BOA LEITURA!
Pra você que não leu algum dos textos clique no Título e BOA LEITURA!
1. A VIVÊNCIA ESCOLAR
1.1 NASCIDO PARA IR À ESCOLA
1.2 GUERRA NA ESCOLA
1.3 A RACIONALIDADE DA ESCOLA
1.4 ALUNOS DESINTERESSADOS OU AULAS DESINTERESSANTES?
2. SOBRE A COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO
2.1 A REESTRUTURAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL
2.2 A EDUCAÇÃO COMO INVESTIGAÇÃO
2.2 A EDUCAÇÃO COMO INVESTIGAÇÃO
Lembro-me que na maioria das aulas do meu tempo de escola os conteúdos
eram apresentados da seguinte maneira: primeiro líamos um texto ou o professor
escrevia no quadro alguma regra ou teoria de sua respectiva disciplina; depois nos
eram apresentados dois ou três casos onde aquela teoria poderia ou não ser
aplicada; por fim, tínhamos que realizar uma série de exercícios sobre o assunto,
onde supostamente aplicávamos aquilo que havíamos conseguido aprender do
conteúdo.
Ou seja, excerto em algumas aulas, como as de um dedicado professor de
ciências que tive no Ensino Fundamental e nas aulas da já citada jovem professora
de matemática do Ensino Médio, partíamos dos resultados finais e buscavam suas
supostas finalidades. O problema deste método é que é completamente
anti-intuitivo. Para o professor que estuda e leciona determinada matéria há anos
esta anti-intuitividade pode não parecer tão evidente, mas quando se tem doze ou
treze anos de vida e nunca viu aquelas questões, tudo parece confuso, abstrato16 e
desestimulante.
O processo educacional em sala de aula deveria abandonar esta postura de
ensinar “macetes” para se aplicar teorias em exercícios pré-elaborados e deveria
buscar um modelo parecido com o modelo de investigação cientifica. (LIPMAN,
1995, p. 31) O cientista primeiramente se envolve com um problema, depois
emprega o método de sua determinada corrente de estudo, após isso observa e
questiona as experiências obtidas, para só então obter os resultados e compreender
o que pode ser compreendido daquele empreendimento.
Assim sendo, a metodologia na Escola deve se preocupar com a exploraçãodas problemáticas que fomentaram determinadas teorias. Instigando os alunos a
criarem suas próprias linhas de raciocínio e consequentemente aprenderem a
pensarem com a própria cabeça acerca das teorias e resultados obtidos em
determinada disciplina. Ou seja, a sala de aula deve ser convertida em uma
Comunidade de Investigação.
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!
16 Neste parágrafo a palavra “abstrato” assume o papel de “não possuir ligação com a realidade do
aluno”, tornando-se quase que incompreensível.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
2.1 A REESTRUTURAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL
Para Lipman existem dois paradigmas contrastantes na prática educativa.
(LIPMAN, 1995, p. 28)
A) Paradigma padrão da prática normal.
B) Paradigma reflexivo da prática crítica.
O paradigma A carrega os seguintes pressupostos:
A1: A educação consiste na transmissão de conhecimento. Assim sendo
existem aqueles que sabem e ensinam e aqueles que não sabem e aprendem, os
níveis de aprovação e as notas são as metas centrais de alunos e professores;
A2: O conhecimento se refere ao mundo não havendo espaço para o
equivoco ou o ambíguo;
A3: Existem disciplinas diferentes que não coincidem, mas que juntas formam
o universo do conhecimento;
A4: O professor é uma autoridade no processo educacional, os alunos só
aprenderam aquilo que o professor sabe e transmite;
A5: Os alunos só aprendem através da absorção das informações
transmitidas.
Por outro lado os paradigmas de B são:
B1: A educação consiste na participação da Comunidade de Investigação, o
professor assume o papel de orientador e as metas de alunos e professores são o
desenvolvimento da compreensão e do julgamento;
B2: O conhecimento se revela ambíguo e equivoco, devido a isto, os alunos
são estimulados a pensar sobre o seu mundo; 11 B3: As disciplinas devem possuir questionamentos que transcendem seus
limites. Devem tanto serem criados problemas interdisciplinares quanto se deve
questionar a suas metodologias e lógicas internas;
B4: O professor deve estar pronto para assumir erros, devendo manter seu
papel de orientador, porém sem se tornar autoritário;
B5: Sempre deve haver a expectativa que os alunos irão pensar, refletir e
desenvolver sua razão para o julgamento. Deve-se abandonar qualquer crença de
que os alunos são seres passivos no processo ensino-aprendizagem;
B6: A Escola não deve estar voltada a simplesmente transmitir uma série deconteúdos e informações para os alunos, seu enfoque deve ser o desvelar das
relações contidas dentro dos termos investigados.
A educação tradicional, tal como é encarada pela maioria dos professores e
escolas da atualidade brasileira, carrega com sigo o paradigma padrão. Do outro
lado, o paradigma reflexivo pressupõe a educação com investigação.
É evidente que existem diferenças radicais12 entre os dois paradigmas e suas
respectivas suposições. Visto que a maioria dos profissionais responsáveis pelo
processo ensino-aprendizagem trabalham com o paradigma padrão, é normal que
não aceitem e, pelo menos, não creiam na possibilidade da educação como
investigação.
Neste momento do trabalho ainda é prematuro falar em “reforma
educacional”13, mas é evidente se queremos uma educação como investigação, énecessário haver as devidas mudanças paradigmáticas quanto à quais metas devem
ser atingidas, quanto à relação entre professores e alunos, entre alunos e conteúdo
e, principalmente, sobre o que é ensinar.
A pergunta sobre o que é ensinar deve ser encarada de maneira ambígua,
assumindo entre outras coisas as formas de “o que é possível ensinar?”, “como é
possível ensinar” e “quando que os alunos aprendem?”. Lipman nos destaca que no
paradigma padrão se supõe que os alunos “pensam” se aprendem14 o que lhes foiensinado, enquanto que no paradigma reflexivo os alunos pensam se participam
ativamente da Comunidade de Investigação.15(LIPMAN, 1995, p. 30) Com isto temos em linhas bem gerais as diferenças entre a prática
educacional padrão e a prática crítica e podemos avançar um pouco mais adentro
do conceito de Comunidade de Investigação de Lipman. Talvez já explorando a ideia
de educação como investigação, além do conceito de ensinar, o filósofo encaraoutros conceitos básicos para qualquer teoria da educação, tais como:
questionamento, comunidade, racionalidade, criatividade e julgamento. Ao contrário
da maioria dos pensadores da tradição filosófica, Lipman não tenta explicar de
maneira clara os conceitos que está trabalhando, ele se utiliza de sua própria teoria
acerca do ensinar através da investigação e trabalha sempre com tais conceitos de
forma difusa, discutível, ambígua e, em alguns casos, até inexplicável.
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!
11 No texto do autor usa a expressão “no mundo”, porém resolvi substituir pela expressão “o seu
mundo”, pois julgo que cada aluno carrega em si um próprio mundo de conhecimento que precisa ser
confrontado com o mundo dos outros membros da comunidade de investigação afim que se
desenvolva o pensar critico acerca de si mesmo e de suas convicções acerca do mundo e dos fatos.
12 Falo em “diferenças radicais” no sentido de expressar que estas diferenças estão nas raízes dos
respectivos paradigmas, mas que também que são diferenças acentuadas e decisivas para
compreensão e aceitação das respectivas suposições.
13 Durante todo este trabalho ainda deve continuar prematuro falar sobre esta questão, afinal esta é
apenas a minha monografia de conclusão do curso de graduação em filosofia, é o primeiro grande
passo que pretendo dar em uma longa caminhada entre a educação e a filosofia, entre o educar e o
filosofar. Por isso mesmo com as conclusões que aqui serão apresentadas julgo que ainda estarei
muito longe de falar em “reforma educacional”
14 Em alguns casos, este “aprendem” é tão limitado que toma a forma de “decoram informações”.
15 Mais do que uma simples diferença, esta diferença conceitual sobre o que é “conhecer” . É um
motivo pelo qual pensadores e educadores que partem dos pressupostos da educação tradicional
poderão ter certa aversão a teoria da comunidade de investigação.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
2. SOBRE A COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO
educação básica tradicional padrão devêm ser completamente abandonados. Por
isso mesmo não acho que devemos investir em uma educação completamente não
diretiva, onde o professor é um simples facilitador do conhecimento e que os alunos
determinam o que deva ser ensinado e aprendido. Pelo contrário, julgo que os
conteúdos obrigatórios da educação básica são ótimos. São tão bons que nos doze
ou treze anos dedicados a este período da educação é basicamente impossível que
um aluno saia da Escola com domínio pleno de tudo aquilo que foi trabalhado.
Pode até ser que necessitamos incluir conteúdos como informática, educação
sexual, economia doméstica e regras de trânsito nos currículos das escolas. Mas a
questão “o que deve ser ensinado” se mostra completamente contingente ao
contexto social que cada escola está inserida. Assim sendo, esta é uma questão que
deve ser debatida por políticos, pedagogos e cientistas sociais. Principalmente por
terem trazido a obrigatoriedade do ensino de filosofia no Ensino Médio brasileiro,
julgo que estão se esforçando para realizarem um bom trabalho.
Cabe à filosofia analisar questões como: “como podemos ensinar” e “como
devemos ensinar”. Para a primeira questão se faz necessário um amplo estudo entre
diversas áreas da filosofia e até de algumas ciências cognitivas. Já para efetuarmos
uma análise pré-prática da segunda questão, um trabalho de filosofia da educação
certamente é capaz de fornecer alguns apontamentos interessantes.
Com base nisso, inicio a partir deste ponto uma análise pré-prática da teoria
da Comunidade de Investigação de Matthew Lipman. Teoria esta que desde que
comecei a interessar-me pelo assunto me pareceu uma bem fundada alternativa
para a questão “como devemos ensinar”.
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!
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