quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

1.2 GUERRA NA ESCOLA




     Falei no primeiro capítulo que fui parar na escola tal como um paraquedista

que cai em una floresta fechada e estranha. Para que facilite sua capacidade de

imaginar as sensações que tive em meus primeiros dias na Escola e, quem sabe,

reativar suas próprias memórias acerca da sua entrada na vida escolar, apelarei ao

uso de uma breve metáfora baseada em filmes de ação norte americanos, como:

Nascido Para Matar, Apocalypse Now, O Resgate do Soldado Ryan,6 etc.

      Era como estivéssemos em um enorme avião bombardeiro. Estávamos

devidamente fardados e municiados com nossas lancheiras, alguns mantimentos,

canetas hidrográficas, tesoura sem ponta e uma caixinha de giz de cera. Cada

família passava para seu soldado ordens estranhas e contraditórias, como: “faça

tudo que sua professora ordenar”; “não converse com estranhos”; “não bata em seus

coleguinhas”; etc.

     De repente uma senhora gorda surge pela porta e com sua voz brada:

“chegou a hora do salto”. Alguns companheiros já haviam lutado e sobrevivido a

outras batalhas como a creche e a casa da vovó, mas naquele instante o pavor

tomou conta de todos. Alguns choravam desesperadamente e outros, assim como

eu, engoliam um choro seco tentando se preparar para o que poderia nos aguardar

além da porta daquele avião.

     Um a um éramos jogados para fora do bombardeiro. Em pouco tempo, já

estávamos com o os pés no chão. O local era uma floresta estranha e hostil, porém

também parecia ser interessante e desafiadora. Lá encontramos os professores,

seres estranhos e inteligentes, que nos acolherem e nos agruparam em pequenos

grupos, Cada dia na Floresta representava uma série de novas descobertas e

diversão. Mesmo longe da família tínhamos ânimo e uma vontade inesgotável de


seguir lutando, combatendo e quebrando a cada dia um novo limite de nosso

conhecimento.

     Nossos afazeres diários eram tão intrigantes que, no geral, demoramos anos

para perceber que estávamos em meio a um pesado fogo cruzado. Eram bombas

pra todo lado, granadas, tiros, aviões militares e nós exatamente no meio disso tudo

sem perceber absolutamente nada. Literalmente falando, éramos crianças

indefesas. Nossa pequena floresta chamada Escola estava cercada pelos mais

diversos tipos de facções. Dentre elas poderíamos citar: Partidos políticos, Grupos

terroristas, igrejas, crime organizado, etc.; e as duas mais gerais e poderosas de

todas: a Família, representando os valores privados institucionalizados; e o Estado,

representando valores públicos institucionalizados.

     É difícil determinar qual destas grandes forças tem vantagem nesta guerra.

Para Lipman (LIPMAN, 1995, p. 19) ambas se equivalem, isto porque a Escola não é

uma entidade passiva neste duelo, além de estar em posição de mediadora, ela

representa a fusão de valores públicos e privados. Assim sendo, temos três tipos

básicos de instituições públicas e privadas:

               1° De valores privados institucionalizados (Família);

               2° De valores públicos institucionalizados (Estado);

               3° A fusão de ambos os valores (Escola).

     De certa maneira, a Escola representa o modelo com mais força e

importância neste combate. Isto porque, em algum momento de sua vida, todos irão

passar por algum tipo de escola, é a partir dela que as gerações do passado e do

presente tentam moldar as gerações futuras e deixar sua marca na história.

     Dificilmente alguém admite esta verdade, mas o fato é que cada família, cada

governo, cada facção no geral, deseja ter o controle da Escola e como consequência

imprimir seus valores e convicções nos respectivos estudantes. É horrível pensar

uma escola onde as crianças e os adolescentes sejam obrigados a aceitar

determinada posição como verdadeira, sem a possibilidade de ao menos conhecer

outras perspectivas. Mais horrível ainda é o fato que neste exato momento deve

existir várias escolas no mundo vivendo esta situação.

      Quando um pai matricula um filho em uma escola, o mínimo que espera é que

haja segurança e um ensino que possa prepara sua criança para viver de maneira

racional e independente dentro de determinada cultura e época. Dificilmente um pai

gostaria de saber que a escola a qual “entrega” seu filho todos os dias atende

somente interesses particulares de alguma facção específica. Para ter seu lugar

respeitado em uma sociedade democrática a Escola necessita ser vista como “a

representante de todas as facções”. (LIPMAN, 1995, p. 20) O filósofo segue sua

argumentação dizendo que esta posição de “a representante de todas as facções”

gera pelo menos dois problemas que, julgo que a enfraquecem em quanto

instituição.

     O primeiro: Com medo de ser taxada de defensora de determinados ideais e

opressora de outros, a Escola acaba por se manter demasiadamente conservadora.

Desta maneira ela consegue manter sua função de representante de todos, porém

tem sua autonomia7 limitada. Fato que neste momento julgo que acabe por deixá-la

engessada frente a seus problemas, basicamente incapaz de mudanças estruturais

que a tronem mais interessante e dinâmica frente às novas necessidades de

nossos jovens, adolescentes e crianças;

     O segundo: Escolas, professores, secretarias de educação, editores de livros

didáticos, etc. Todos estes ficam em um grande “jogo de empurra”, onde nenhuma

das partes resolve assumir a responsabilidade de arriscar mudanças que possam

revolucionar8 o processo de ensino-aprendizagem.

     Lembro-me perfeitamente que em meados da década de 1990 a prefeitura

municipal de Porto Alegre decidiu implantar o modelo ciclado de ensino em todas as

escolas de sua respectiva rede. Tal decisão possuía ampla fundamentação política

e pedagógica, mas gerou muita desconfiança entre pais e professores. Ninguém

sabia o iria acontecer, mas se esperava verdadeiras revoluções tanto na maneira

dos professores darem aula, tanto no conteúdo que os alunos receberiam.

Exatamente por esta possibilidade de mudança se criou um grande temor, o

que é estranho, afinal todos concordavam e estavam cientes que a educação

tradicional seriada necessitava de mudanças urgentes.

     Nesta época eu tinha entre dez e onze anos de idade, estudava em uma

escola municipal e não senti nenhum tipo de revolução. O que senti foi a simples

troca das antigas séries pelos ciclos, da repetência pelas turmas de progressão, das

notas pelos conceitos, etc. Para Lipman, devido a tudo que citei acima, a Escola

enquanto instituição evolui tal como um barco com o leme emperrado, andando em

círculos, vindo de nenhuma parte e indo pra lugar nenhum.

      Curioso, Comecei este subcapítulo como um emocionante filme de ação e

acabei terminando com politicagens e burocracias que mais lembram um monótono

horário eleitoral gratuito.






 Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola”escrito por mim Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!

6 "Nascido para Matar", originalmente conhecido como: Full Metal Jacket é um filme norte americano

de 1987, dirigido por Stanley Kubrick; "Apocalypse Now" é um filme norte americano de 1979, dirigido

por Francis Ford Coppola; "O Resgate do Soldado Ryan", originalmente conhecido como: Saving

Private Ryan, é um filme norte americano de 1998 da Paramount Pictures, dirigido por Steven

Spielberg.
7 Sempre que for utilizado este termo ou termos derivados neste trabalho, não podemos associá-lo ao

uso cotidiano de “aquele que independe da colaboração dos outros” ou “o macho cognitivo

autossuficiente ”. Em Lipman autonomia tem o sentido de “pensar por si mesmo e fazer os próprios

julgamentos a partir das provas coletadas”. Julgo que esta visão é muito mais adequada a este

termo, principalmente quando o assunto é filosofia da educação.

8 Revolucionar aqui não significa causar revoluções violentas ou espetaculares. Significa tornar a

Escola realmente autônoma e o processo ensino-aprendizagem realmente dinâmico a ponto de

conseguir fazer com que os alunos pensem com a própria cabeça.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

1.1 NASCIDO PARA IR À ESCOLA


Eu sou o lokinho de boné amarelo

     É estranho olhar hoje para o início de minha vida escolar e tentar fazer uma

análise sobre “o que aprendi”, “como aprendi” e se de fato aprendi alguma coisa.

Mais estranho ainda é pensar que fui parar dentro da escola tal como um

paraquedista que cai em uma floresta fechada e estranha. Eu estava totalmente

indefeso, o local era hostil, as demais crianças choravam e faziam tudo que era

possível para ficarem agarradas as suas mães e pais.
      Eu estava assustado, mas não chorei, afinal confiava cegamente em minha

mãe. Durante toda minha vida ela havia me dado muito amor e sempre fez tudo que

era possível para me proteger e me fazer feliz. Já havíamos conversados antes, mas

não conseguia entender o motivo pelo qual, depois de todos os cuidados que ela

teve comigo, o porquê me deixaria naquele ambiente estranho e frio, munido apenas

de uma pequena lancheira azul e de alguns mantimentos.

     Tive muito medo, mas com minha cabeça de cinco anos e três meses preferi

acreditar que estava ali porque minha mãe sabia exatamente o que iria acontecer

comigo. Visto que ela sempre quis meu bem, era evidente que o que iria acontecer

era bom.

     Para Matthew Lipman, a escola é a instituição mais universal entre todas as

instituições que podem existir dentro das comunidades. Esta tese parece estranha

quando escutamos pela primeira vez, porém não é necessária uma vasta pesquisa

antropológica e histórica para percebermos que tanto instituições elementares como

família ou as mais burocráticas como o Estado, sofrem mudanças radicais

dependendo da cultura e dá época em que se encontra. Por outro lado,

independente de tais fatores, a Escola é basicamente igual. O pressuposto universal

é que as crianças vão à escola para aprender.

    Nasci e fui criado no final da década de 1980 na periferia urbana de Porto

Alegre, Minha mãe sempre foi dona de casa e meu pai passava o maior tempo fora,

trabalhando e fazendo horas extras para garantir o sustento do lar. Acredito que se

eu nascesse em outra época ou em uma comunidade indígena, por exemplo, minha

vida seria completamente diferente, porém tenho certeza que a experiência que tive

em meus primeiros dias na Escola me causaria as mesmas sensações e

sentimentos.

     Hoje encaro minha entrada na vida escolar como um segundo nascimento,

isto porque tal como o feto encontra-se em um local seguro e aconchegante que é o

útero e de repente é expelido para um ambiente frio e perigoso que é o mundo, a

criança em idade escolar é retirada do conforto familiar e jogada em um ambiente

frio e hostil chamado ‘Escola’.

     Claro que a Escola não é um lugar ruim como estou deixando escapar e a

família não é tão segura quanto deveria ser, porém quando eu tinha cinco anos e

três meses de idade, era exatamente assim que eu percebia e sentia.
    Lipman avisa que um cético pode argumentar que tal como usamos a fala

para esconder nossos pensamentos, a Escola pode servir para impedir que as

nossas crianças aprendam a pensar por si mesmas. (LIPMAN, 1995, p. 11) Se em

algum lugar do mundo a Escola realmente é utilizada para este fim, certamente que

não atinge total êxito, afinal, a maioria das lembranças boas que temos da vida

escolar são momentos onde conseguimos pensar e agir com nossas próprias

cabeças. (LIPMAN, 1995, p. 11) Lembro-me perfeitamente de algumas “travessuras”

que fiz no jardim de infância, tal como o pequeno vazo sanitário que esculpi com

argila e a vez onde eu e alguns colegas resolvemos transformar a pia do banheiro

em piscina, e simplesmente não me lembro das concretas e objetivas fórmulas de

Física que estudei exaustivamente a pouco mais de cinco anos atrás no final do

Ensino Médio.

     Talvez por isso que existam tantas ilhas de pensamento que defendam que o
pensar na educação deveria ser a principal atividade da criança na Escola.1 O

Problema filosófico do pensar na educação é que não há uma explicação clara ou

evidente sobre os meios e métodos que necessitam ser criados e utilizados para que

possamos introduzi-lo na Escola. Não há nem mesmo uma opinião clara que

explique para quais finalidades servirá o pensar na educação. Lipman nos diz que

alguns grupos defendem que futuros cidadãos de uma democracia necessitam saber

fazer o bom uso da razão em seus julgamentos, outros acham que as crianças

apenas devem aprender a pensar com a própria cabeça para encontrar as próprias

soluções adequadas aos problemas que possam surgir em sua vida adulta

diminuindo ao máximo o risco de serem manipuladas por espertalhões de mau

caráter e, por fim, aqueles que afirmam que ‘pensar com a própria cabeça’ é um

direito de cada criança e que a Escola, mais que qualquer outra instituição, é

responsável por zelar por este direito.

     Ao invés do haver um interessante diálogo interdisciplinar entre Filosofia,

Pedagogia, Psicologia e alguma outra ciência relacionada, tivemos um verdadeiro

turbilhão de propostas, exigências desesperadas e muitos protestos pedindo por

reformas na educação. Alguns livros didáticos começaram a colocar exercícios

reflexivos com questões onde seu conteúdo pouco importava em meio a textos e

exercícios tradicionais, isto por volta do ano de 1980. Não demorou muito tempo
para a indústria dos testes perceber que estas questões eram complicadas de serem

avaliadas de maneira objetiva e que não seria somente através delas que se

conseguiria desenvolver o pensar crítico dos alunos. (LIPMAN, 1995, p. 12)

Daí por diante começou uma espécie de corrida em busca de “receitas

mágicas e simples” para introduzir o pensamento crítico nos currículos escolares

Norte Americanos. Nesta corrida aconteceu que muitas universidades dos Estados

Unidos acabaram por abandonar bem providos cursos de ciências humanas a fim de

oferecer cursinhos genéricos sobre o pensar crítico. (LIPMAN, 1995, p. 12)

Provavelmente se voltasse aos meus cinco anos e três meses de idade,

porém soubesse exatamente o que meus pais e os pais das demais crianças

realmente pensavam sobre a Escola, certamente teria chorado muito e me agarraria
a minha mãe como se aquele fosse o último dia da minha vida.2 No geral os pais não

sabem o porquê que as radiantes, espertas e curiosas crianças que entram no

jardim de infância em poucos anos se tornam desinteressadas e acríticas frente aos

estudos.

     Concordo plenamente com Matthew Lipman ao afirmar que muitos pais

chegam a desconfiar que o currículo da educação básica seja desenvolvido

especialmente para triturar toda esta motivação que a criança possui no início da

vida escolar, (LIPMAN, 1995, p. 12) transformando-a em um ser acrítico e

desanimado frente às descobertas e experiências que o ambiente escolar pode
proporcionar. Tal como no vídeo clipe da música Anoter brick in the Wall da banda

Pink Floyd.3

     No Brasil de hoje, nenhum professor ou escritor de livros didáticos cria um

currículo tentando mecanizar o processo ensino-aprendizagem, pelo menos não ao

nível do imaginário de certos pais. Porém apenas pelo fato de deixar transparecer

esta possibilidade, se deve ligar o sinal de alerta e começar a realizar as mudanças

que são necessárias para que se tenha um processo educacional e uma Escola
mais transparente para os pais,4 mais interessante para os alunos e mais gratificante

para os professores. Lipman comenta que devemos tentar delimitar filosoficamente
conceitos como ‘pensar crítico’ e ‘pensar com a própria cabeça ’. (LIPMAN, 1995, p.

13) Vou mais longe, julgo que devemos repensar conceitos como ‘Escola’, ‘educar’,

‘aprender’ e ‘ensinar’, isso porque para que possamos introduzir o pensar crítico em
nossas crianças, é necessário que isto seja feito por uma instituição (a Escola5),

através do processo de educação, que só é possível em um ambiente onde uns

conseguem ensinar (professores) e outros aprender (alunos). Devido ao fato de não

existirem consensos sobre estes conceitos, julgo que a maioria das abordagens

alternativas sobre o a introdução do pensamento crítico na Escola acaba se

tornando confusa, abstrata e não concreta, pois estes conceitos são alguns dos

fundamentos da natureza escolar. Seguindo este raciocínio, não precisa ser nenhum

gênio para perceber que a falta de clareza de tais fundamentos é o princípio da ruína

da maioria das tentativas de se renovar a educação.

     Fiz uma analogia, a alguns parágrafos atrás, entre o nascer e o entrar na

Escola, gostaria de terminar este capítulo comparando os primeiros anos de vida do

bebê, com os primeiros anos de vida escolar da criança.

     Após o nascimento o bebê está limitado a perceber somente suas

necessidades internas. Chora quando tem fome, medo, sono, etc. Conforme ele se

desenvolve, percebe que existe um mundo cheio de experiências e vivências a sua

volta. A criança em idade escolar também está limitada a somente perceber as

necessidades internas da família e aos poucos vai percebendo um mundo rico de

experiências e vivências fora dos limites familiares. Este mundo é o mundo do

conhecimento, o novo mundo que a criança descobre na escola. Assim sendo, tal

como é interessante para o bebê colocar as mais diversas coisas em sua boca e

sentir seus respectivos gostos, é interessante para a criança aprender as letras, as

siglas e expelir com a boca seus respectivos sons. Tal como é interessante para o

bebê descobrir as diferenças entre seu corpo e o corpo dos outros bebês, é

interessante para a criança perceber que suas ideias e convicções muitas vezes são

diferentes das ideias e convicções das outras crianças. Por fim, assim como o bebê

percebe que ao usar a linguagem oral consegue interpretar melhor o mundo que lhe

rodeia e consequentemente expressar melhor suas vontades, também a criança

percebe que a linguagem escrita e a matemática básica lhe dão acesso a um mundo
de informações que tornam suas vivências ainda mais interessantes e gratificantes.

Certamente que estes são alguns dos principais motivos para os primeiros anos de

vida escolar sejam tão divertidos e estimulantes.




 Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!

1 Pelo menos é exatamente isso que consigo observar em meus estudos e também observei no texto

de Lipman.
2 Afinal, aquele era realmente o ultimo dia da minha vida e o inicio de uma nova vida, a vida escolar.

3 "Another Brick in the Wall" é uma música escrita por Roger Waters. Faixa do álbum The Wall, da

banda inglesa Pink Floyd. Gravada e Lançada em 1979 pela gravadora Harvest Records,

Predefinição:Country data EUA, Columbia Records/Capitol Records, possui o gênero "Rock

progressivo", seu vídeo clipe pode ser facilmente localizado no site < http://www.youtube.com.br >

4 Ser mais transparente, no sentido que não deixe dúvidas quanto aos meios e fins da educação

aplicada nas crianças. No decorrer deste trabalho este assunto será novamente abordado.
5 Sempre que utilizarei o termos Escola escrito com a letra “E” inicial maiúscula, estarei me referindo

a escola enquanto instituição. Da mesma forma quando escrever Estado e Família com letra

maiúscula, também estarei me referindo ao estado e a família enquanto instituição.  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

1. A VIVÊNCIA ESCOLAR


            
                Geralmente toda filosofia está ancorada em conceitos frutos de grandes
estudos especulativos realizados pelos mais diversos tipos de filósofos ao longo de
toda a história. Sempre existiram os pensadores céticos, empíricos ou naturalistas
que se dedicam a criticar esta postura da filosofia tradicional, porém para
elaborarem suas críticas, geralmente se sentam em suas confortáveis poltronas e
elaboram grandes estudos especulativos.
                  Talvez devido a isso o conceito de vivência (Erlebnis) tenha surgido em
filosofia somente no final do séc XIX. Sua origem remete ao termo “vivenciar”
(Erleben) que significa estar vivo e próximo quando algo acontece. Vivenciar possui
um tom puramente imediato, agarrado ao real e não ao ilusório.
Porém o conceito de vivência vai muito além do conceito de vivenciar.
Também está relacionado à palavra vivenciado (das Erlebte) que significa o
conteúdo duradouro daquilo que foi vivenciado. Desta maneira algo se transforma
em vivência na medida em que não somente foi vivenciado, mas que aquilo que foi
vivenciado recebeu ênfase especial por aquele que vivenciou. Com isso a vivência
se torna duradoura, mesmo que apenas como memória, pois se torna tão rica que
pode revelar questões que vão muito além dos estados mentais e emocionais que
um fato pode gerar em um indivíduo.
               A vivência possui um posicionamento intermediário entre o empírico e o
especulativo. Julgo até que ela transcende estes dois paradigmas, pois ela
acompanha o indivíduo em cada momento de sua vida estando sempre aberta à
novas reflexões e dotada de significado duradouro.(GADAMER, 2002, p. 117-131)
Com base em tudo que foi argumentado, inicio a investigação deste trabalho
com uma análise reflexiva das minhas vivências enquanto aluno da Escola.

Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

Assistam este filme até o final...Principalmente em tempos onde a massa crítica tem sido sufocada pela massa ignorante e as palavras de gente como Jair Bonsonaro e Silas Malafaia chegam aos ouvidos de muitos, enquanto a boa filosofia de verdade fica restrita aos pensamentos de poucos.
O texto abaixo faz parte da descrição do vídeo no You Tube:
"Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.

Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".

Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia Mundial de Prevenção contra a Aids 1° de Dezembro

OBS.: O texto abaixo não é de minha autoria, compartilho-lhes do site http://www.sempretops.com/saude/1-de-dezembro-dia-mundial-de-prevencao-contra-a-aids/

Por que 1º de Dezembro?

A Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), foi quem instituiu a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta a Aids em 1987, ainda como forma de alerta. No Brasil, um ano depois, o Ministério da Saúde oficializou a data, que passou a ser um símbolo mundial no combate a doença. O vírus HIV foi descoberto na França, em 1979, pelo instituto Pasteur.
O dia escolhido foi estabelecido para lembrarmos da existência do vírus HIV e da doença Aids, como forma de conscientizar a população mundial. Embora os avanços tecnológicos da área da saúde estejam mais otimistas, é bom lembrar, não há cura para quem está acometido com a doença, que ainda faz muitas vítimas e mortes a cada ano

Temas mudam a cada ano

Apesar da data ser fixa, o tema adotado pelas instituições responsáveis mudam a cada ano, afim de relembrar o combate a doença, despertando nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção e aumentando a compreensão; reforçando a tolerância, compaixão e também uma forma de informar que não existe grupo de risco, mas sim ações que geram risco a saúde de todos.
Em 2011, o enfoque aborda os jovens gays de 15 a 24 anos das classes C, D e E. Tudo por conta do crescimento de casos nessa faixa etária e no grupo citado. É válido ressaltar que o preconceito passa longe desse tipo de alvo da campanha, já que nos anos anteriores já foram citados os públicos idosos, adultos, homens, mulheres e profissionais da área de saúde.
Com o slogan “A Aids não tem preconceito. Previna-se“, a campanha abrange também as redes sociais. Em 1998, havia 12 homossexuais para cada dez heterossexuais com Aids nesta faixa etária. Em 2010, a proporção foi de 16 para dez.
A campanha como público alvo tem a medida de alertar e discutir as questões relacionadas a vulnerabilidade do HIV/Aids, já que esse público mais jovem, segundo pesquisas, revelou não estar muito preocupado com a doença, onde acreditam que somente acontece com o outro.
Os alertas durante a vigência da campanha enfocam em mídias como TV, rádio, internet, cartazes, fôlderes e outras mídias. A ação também inclui exames gratuitos e rápidos para detectar o vírus e distribuição de folhetos informativos e preservativos.

Ações da Campanha

Jovens:  Somente em 2009, mais de 66 mil novos casos de AIDS entre jovens de 13 a 24 anos foram registrados. Isso representa 11% dos casos notificados de AIDS no país. Desde 2003, existe o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas como medida de prevenção entre o público.
Mulheres: Ainda no início da década de 90, as mulheres tiveram um crescimento alarmante na infecção e transmissão do vírus HIV. 50% das pessoas infectadas no mundo atualmente são mulheres.  Somente na América Latina, 550 mil mulheres vivem com HIV. Desde 2007, criou-se um Plano Integrado de Enfrentamento a Feminização da Aids e outras DST, priorizando a conscientização de todas as mulheres no combate a AIDS.
Gays, travestis e homens que fazem sexo:  No início da epidemia, a infecção pelo HIV tem sido um problema crítico de saúde principalmente entre esse público, pois esse grupo permanece vulnerável a AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis por ainda existir preconceito e estigma. Em 2008 foi lançado então o Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre população de Gays, Homens que fazem sexo e travestis.
Cerca de 50% das mulheres atualmente representam o número de infectados. Crescimento foi alarmante.
Cerca de 50% das mulheres atualmente representam o número de infectados. Crescimento foi alarmante.

O vírus e a Aids

Dizer que uma pessoa está contaminada com o HIV é diferente dela possuir Aids, por exemplo. O portador do vírus, com os tratamentos atuais usados em tempo certo, pode manter uma vida saudável por muito mais tempo. Essa pessoa, no entanto, por ser portadora do vírus pode contaminar outras pessoas.
Quando o vírus HIV não é combatido, ele se torna a doença AIDS,  que vem a causar a morte do indivíduo já que, nesse estágio, dificilmente o vírus poderá ser combatido com tanta eficácia e a doença começa a destruir o organismo do infectado, causando fraquezas e possibilitando casos graves de pneumonia e infecções.
Por isso, é importante fazer o teste e saber se houve alguma contaminação. O vírus possui cargas diferenciadas e pode levar de meses a anos para virar a doença AIDS. Logo, quanto mais cedo você começa a fazer um tratamento, maiores serão os anos de vida.
Ter o vírus HIV não é o mesmo que ter AIDS? E quanto mais cedo você se conscientizar disso, melhor para sua proteção!
Ter o vírus HIV não é o mesmo que ter AIDS? E quanto mais cedo você se conscientizar disso, melhor para sua proteção!

Não existe cura

Embora as pesquisas evoluam e o governo federal gaste anualmente 700 milhões de investimentos na área, a Aids ainda não tem cura. As pessoas precisam entender que o que existe hoje é uma forma de isolar o vírus e minimizar seus danos potenciais a saúde. No entanto, os agravantes que a doença vai causando e os efeitos possíveis aos medicamentos atuais, como o coquetel, podem diminuir os anos de vida do paciente.
Algumas pessoas ainda apresentam sérias restrições ao coquetel – mistura de medicamentos muito eficazes contra a doença-; com isso, ela não pode se beneficiar de tal medicamento e será acometida pelos agravantes da AIDS.

Brasil e a AIDS

O Brasil é um dos países com maior dedicação no combate a doença, inclusive servindo de exemplo para países de primeiro mundo, tanto no esmero a conscientização e preservação como na distribuição de medicamentos aos infectados. São mais de 465 milhões de preservativos distribuídos em todo o país e o acesso universal e gratuito da população aos medicamentos usados no tratamento da Aids
Além de você poder realizar os exames em todos os postos e centros de saúde, no Brasil temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo apenas uma gota de sangue na ponta do dedo.
Os testes são realizados gratuitamente no SUS, nas unidades públicas e nos Centros de Testagem e Aconselhamento. Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima.
  • Se preferir, ligue para o Disque Saúde 0800 61 1997. 

Diga não ao preconceito

Hoje não existe mais grupo de risco, mas sim comportamento de risco. Tudo porque quando a Aids surgiu, gays, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis eram os mais visados a terem o vírus HIV. Hoje, todos que tenham um comportamento de risco como fazer sexo sem proteção e ter mais de um parceiro, ou ainda compartilhamento de seringas ou itens que tenham partículas de sangue, fazem parte da estatística de infectado.
Hoje, por exemplo, o número de heterossexuais infectados pelo HIV, principalmente o grupo de mulheres, tem crescido de forma alarmante. Lembre-se que usar o preservativo durante o ato sexual combate também não só a Aids como todas as doenças sexualmente transmissíveis.

Qualidade de vida e expectativas

Para aqueles que foram diagnosticados, hoje a expectativa bem como a qualidade de vida é bem melhor e mais otimista do que na época do surgimento da doença. A cada dia, mais avanços são feitos contra a doença e a esperança é que exista tão logo uma cura.
A conscientização, no entanto, se torna a mais promissora das conquistas, já que vacinas ou medicamentos atuais baseiam-se em isolar o vírus no organismo humano, mas não curar a doença.
  • Veja aqui, onde fazer o teste.

Vídeo: Campanha Com Artistas



OBS.: O texto acima não é de minha autoria, compartilho-lhes do site http://www.sempretops.com/saude/1-de-dezembro-dia-mundial-de-prevencao-contra-a-aids/