sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

Assistam este filme até o final...Principalmente em tempos onde a massa crítica tem sido sufocada pela massa ignorante e as palavras de gente como Jair Bonsonaro e Silas Malafaia chegam aos ouvidos de muitos, enquanto a boa filosofia de verdade fica restrita aos pensamentos de poucos.
O texto abaixo faz parte da descrição do vídeo no You Tube:
"Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.

Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".

Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia Mundial de Prevenção contra a Aids 1° de Dezembro

OBS.: O texto abaixo não é de minha autoria, compartilho-lhes do site http://www.sempretops.com/saude/1-de-dezembro-dia-mundial-de-prevencao-contra-a-aids/

Por que 1º de Dezembro?

A Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), foi quem instituiu a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta a Aids em 1987, ainda como forma de alerta. No Brasil, um ano depois, o Ministério da Saúde oficializou a data, que passou a ser um símbolo mundial no combate a doença. O vírus HIV foi descoberto na França, em 1979, pelo instituto Pasteur.
O dia escolhido foi estabelecido para lembrarmos da existência do vírus HIV e da doença Aids, como forma de conscientizar a população mundial. Embora os avanços tecnológicos da área da saúde estejam mais otimistas, é bom lembrar, não há cura para quem está acometido com a doença, que ainda faz muitas vítimas e mortes a cada ano

Temas mudam a cada ano

Apesar da data ser fixa, o tema adotado pelas instituições responsáveis mudam a cada ano, afim de relembrar o combate a doença, despertando nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção e aumentando a compreensão; reforçando a tolerância, compaixão e também uma forma de informar que não existe grupo de risco, mas sim ações que geram risco a saúde de todos.
Em 2011, o enfoque aborda os jovens gays de 15 a 24 anos das classes C, D e E. Tudo por conta do crescimento de casos nessa faixa etária e no grupo citado. É válido ressaltar que o preconceito passa longe desse tipo de alvo da campanha, já que nos anos anteriores já foram citados os públicos idosos, adultos, homens, mulheres e profissionais da área de saúde.
Com o slogan “A Aids não tem preconceito. Previna-se“, a campanha abrange também as redes sociais. Em 1998, havia 12 homossexuais para cada dez heterossexuais com Aids nesta faixa etária. Em 2010, a proporção foi de 16 para dez.
A campanha como público alvo tem a medida de alertar e discutir as questões relacionadas a vulnerabilidade do HIV/Aids, já que esse público mais jovem, segundo pesquisas, revelou não estar muito preocupado com a doença, onde acreditam que somente acontece com o outro.
Os alertas durante a vigência da campanha enfocam em mídias como TV, rádio, internet, cartazes, fôlderes e outras mídias. A ação também inclui exames gratuitos e rápidos para detectar o vírus e distribuição de folhetos informativos e preservativos.

Ações da Campanha

Jovens:  Somente em 2009, mais de 66 mil novos casos de AIDS entre jovens de 13 a 24 anos foram registrados. Isso representa 11% dos casos notificados de AIDS no país. Desde 2003, existe o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas como medida de prevenção entre o público.
Mulheres: Ainda no início da década de 90, as mulheres tiveram um crescimento alarmante na infecção e transmissão do vírus HIV. 50% das pessoas infectadas no mundo atualmente são mulheres.  Somente na América Latina, 550 mil mulheres vivem com HIV. Desde 2007, criou-se um Plano Integrado de Enfrentamento a Feminização da Aids e outras DST, priorizando a conscientização de todas as mulheres no combate a AIDS.
Gays, travestis e homens que fazem sexo:  No início da epidemia, a infecção pelo HIV tem sido um problema crítico de saúde principalmente entre esse público, pois esse grupo permanece vulnerável a AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis por ainda existir preconceito e estigma. Em 2008 foi lançado então o Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre população de Gays, Homens que fazem sexo e travestis.
Cerca de 50% das mulheres atualmente representam o número de infectados. Crescimento foi alarmante.
Cerca de 50% das mulheres atualmente representam o número de infectados. Crescimento foi alarmante.

O vírus e a Aids

Dizer que uma pessoa está contaminada com o HIV é diferente dela possuir Aids, por exemplo. O portador do vírus, com os tratamentos atuais usados em tempo certo, pode manter uma vida saudável por muito mais tempo. Essa pessoa, no entanto, por ser portadora do vírus pode contaminar outras pessoas.
Quando o vírus HIV não é combatido, ele se torna a doença AIDS,  que vem a causar a morte do indivíduo já que, nesse estágio, dificilmente o vírus poderá ser combatido com tanta eficácia e a doença começa a destruir o organismo do infectado, causando fraquezas e possibilitando casos graves de pneumonia e infecções.
Por isso, é importante fazer o teste e saber se houve alguma contaminação. O vírus possui cargas diferenciadas e pode levar de meses a anos para virar a doença AIDS. Logo, quanto mais cedo você começa a fazer um tratamento, maiores serão os anos de vida.
Ter o vírus HIV não é o mesmo que ter AIDS? E quanto mais cedo você se conscientizar disso, melhor para sua proteção!
Ter o vírus HIV não é o mesmo que ter AIDS? E quanto mais cedo você se conscientizar disso, melhor para sua proteção!

Não existe cura

Embora as pesquisas evoluam e o governo federal gaste anualmente 700 milhões de investimentos na área, a Aids ainda não tem cura. As pessoas precisam entender que o que existe hoje é uma forma de isolar o vírus e minimizar seus danos potenciais a saúde. No entanto, os agravantes que a doença vai causando e os efeitos possíveis aos medicamentos atuais, como o coquetel, podem diminuir os anos de vida do paciente.
Algumas pessoas ainda apresentam sérias restrições ao coquetel – mistura de medicamentos muito eficazes contra a doença-; com isso, ela não pode se beneficiar de tal medicamento e será acometida pelos agravantes da AIDS.

Brasil e a AIDS

O Brasil é um dos países com maior dedicação no combate a doença, inclusive servindo de exemplo para países de primeiro mundo, tanto no esmero a conscientização e preservação como na distribuição de medicamentos aos infectados. São mais de 465 milhões de preservativos distribuídos em todo o país e o acesso universal e gratuito da população aos medicamentos usados no tratamento da Aids
Além de você poder realizar os exames em todos os postos e centros de saúde, no Brasil temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo apenas uma gota de sangue na ponta do dedo.
Os testes são realizados gratuitamente no SUS, nas unidades públicas e nos Centros de Testagem e Aconselhamento. Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima.
  • Se preferir, ligue para o Disque Saúde 0800 61 1997. 

Diga não ao preconceito

Hoje não existe mais grupo de risco, mas sim comportamento de risco. Tudo porque quando a Aids surgiu, gays, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis eram os mais visados a terem o vírus HIV. Hoje, todos que tenham um comportamento de risco como fazer sexo sem proteção e ter mais de um parceiro, ou ainda compartilhamento de seringas ou itens que tenham partículas de sangue, fazem parte da estatística de infectado.
Hoje, por exemplo, o número de heterossexuais infectados pelo HIV, principalmente o grupo de mulheres, tem crescido de forma alarmante. Lembre-se que usar o preservativo durante o ato sexual combate também não só a Aids como todas as doenças sexualmente transmissíveis.

Qualidade de vida e expectativas

Para aqueles que foram diagnosticados, hoje a expectativa bem como a qualidade de vida é bem melhor e mais otimista do que na época do surgimento da doença. A cada dia, mais avanços são feitos contra a doença e a esperança é que exista tão logo uma cura.
A conscientização, no entanto, se torna a mais promissora das conquistas, já que vacinas ou medicamentos atuais baseiam-se em isolar o vírus no organismo humano, mas não curar a doença.
  • Veja aqui, onde fazer o teste.

Vídeo: Campanha Com Artistas



OBS.: O texto acima não é de minha autoria, compartilho-lhes do site http://www.sempretops.com/saude/1-de-dezembro-dia-mundial-de-prevencao-contra-a-aids/

sábado, 26 de novembro de 2011

O Ser Escola e o Ser Professor


                 A Escola não é a teia em si, ela é apenas uma parte, a parte responsável por servir de receptor das diversas vivências de alunos e professores e com isso formar pessoas que não somente sabem alguns conteúdos, mas podem ser “seres agentes” na sociedade em que vivem. Mas como é possível cumprir esta função?
                 A Escola enquanto instituição vai muito além dos muros de si mesma. Ela é todo seu entorno, é o interesse de todas as partes envolvidas na construção e amarração da teia chamada educação. Neste sentido poder-se-ia dizer que a Escola não é, ela se dá a partir de sua função social. Ao contrário de épocas passadas, ela não pode pendenciar para nenhum lado como a igreja ou o governo por exemplo. A única maneira desta imparcialidade ser mantida é através da figura do professor, que surge como o fiel da balança entre vontades e desejos particulares de indivíduos e instituições, frente às vontades e desejos públicos de Estados e Nações. Ou seja, está nas pequenas patas dos professores aranhas segurar todo esse peso da teia e evitar uma queda catastrófica no abismo das verdades absolutas, ou do relativismo total.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Preconceito é uma coisa tão old...

           Preconceito é uma coisa tão old...tão século XX... Raça pura, ser humano perfeito e coisa e tal, isso deveria ter acabado com o final da segunda guerra... as pessoas não vivem falando que "a liberdade de um termina onde a do outro começa?"... então, por que se incomodar com quem pensa diferente? Com quem ama diferente? Por que citar um suposto deus para justificar a violência e o preconceito? ? ? Sim somos todos iguais, mas por caridade da natureza pensamos e agimos diferente... então RESPEITO e AMOR ao próximo e o mínimo que devemos fazer... RESPEITAR A TODOS TAMBÉM É RESPEITAR A SI MESMO.
sou cidadão travesti bissexual gay lesbica trans hetero igual

imagem de Paulo Gustavo Cordeiro 

Amarrações e Desejos Ocultos na Educação


                    Para Freud a educação se conduz na tentativa de não se acolher ao desejo, por isso mesmo, ensinamos errado nossas crianças na escola. Isto porque para ele se desejamos preparar o individuo para realidade (e essa seria justamente a função social do professor e da escola para Freud), é necessário que este mesmo seja capaz de reconhecer seus desejos.
                   Poder-se-ia associar a ideia de desejo às ideias de vontade, prazer e criatividade. Mas estes três conceitos juntos vão muito além e ficam muito aquém do sentido conceitual de desejo para Freud. O desejo freudiano age como uma faísca que desajusta o homem com si mesmo. O desejo gera insatisfação e esta por sua vez pode ser o primeiro passo para se começar a tecer um novo fio para a teia do conhecimento, mas para isso é necessário que os professores deem uma chance para desejo, não o reprimam no processo ensino-aprendizagem. Porém os desejos não podem ser completamente liberados, é necessário que sejam apresentadas as impossibilidades e limitações de cada desejo. Assim sendo, se a psicanálise tem alguma coisa a acrescentar a função social da escola e do professor, esta contribuição vai muito além da análise das fazes de desenvolvimento da psique, Freud está nos alertando a não reprimirmos os desejos, mas sim incentivarmos os alunos a descobrirem qual são e quais são suas limitações e impossibilidades.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Teia, a Foice e o Martelo


                  As aranhas chegaram ao período contemporâneo, hoje o mínimo que se espera de nossas escolas e universidades é que estejam abertas para se discutir sobre os mais variados pontos de vista possíveis, algo amplamente previsto nas constituições mais diversas do mundo. A escola e os professores ainda têm e sempre tiveram o compromisso com a verdade, mas ao contrário de outras épocas e períodos, a verdade não pode ser absoluta e imutável, bem como os valores que se desejam imprimir nos alunos. Por isso quanto mais pontos de vistas possam ser abordados sobre um mesmo objeto, maior é a chance de nos aproximarmos da verdade e melhor será a qualidade do ensino.
Mas sempre existem aqueles radicais que parecem querem passar a foice na teia e martelar todo o lento progresso até aqui adquirido. Não é difícil toparmos com professores que saem de um curso de licenciatura achando que a História das sociedades se resume a história das lutas entre as classes. Isso porque foram civicamente “catequizados” dentro do pensamento da educação marxista como única verdade para a libertação, mas a meu ver, isso é fruto de um processo de alienação do professor e da escola que é comum ver em países de amplas desigualdades sociais como o nosso.
                 Julgo que somente através de uma educação pluralizada é que seja possível termos uma educação de qualidade para todo o mundo (se é que isso é possível), caso contrário a universidade estará formando jovens professores papagaios, educadores de ovelhas desprovidas de senso crítico que andam de cabeça baixa, em rebanho e comento o pasto pisoteado; ao invés de habilidosas aranhas. Em outras palavras, a educação se faz com lápis e borrachas, não com foices e martelos.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A História da Pedagogia e sua Teia

quadro negro escrito pedagogia

                 A teia já está muito pesada e como a gravidade teima em agir, é bom que todos aqueles que se aventuram no ofício de educar tenham a consciência de que a educação atual carrega em si a educação moderna, que carrega a medieval, que carrega a antiga.
Somente se olharmos para os primórdios da sociedade e fazermos uma releitura de tudo buscando soluções, atalhos, desvios, fugindo de armadilhas e evitando seguir linearmente é que talvez seja possível compreendermos os problemas atuais da educação. (Cambi, p.37, 1999.)
                     Assim sendo, devemos olhar primeiramente para antiguidade. Nossa educação está ancorada nos egípcios, nos gregos e nos romanos. Nesta longínqua época a educação era fundada nos princípios de identidade familiar, no Estado, nos mitos, nos ritos de passagem, nas religiões (que depois foram chamadas de religiões pagãs) e etc. assim começou a se tecer a rica teia da educação ocidental.
Desta primeira teia nasce a reflexão autorreguladora universal e rigorosa em torno dos processos educativos, isto é: nasce a pedagogia (Cambi, p.38, 1999.). Nascia também a função primordial do professor e da escola: formar seres humanos, cidadãos, seres agentes e transformadores, seres que não somente conheçam sua cultura, mas que possam transformá-la; ou seja, formar indivíduos, seres membros do coletivo e autônomos em suas individualidades. Este processo educacional os gregos chamavam de Paidéia.
                         Na idade média, política e religião se amarraram. Com isso a Paidéia ganhou um sentido religioso, transcendente, teológico, ancorado nos saberes da fé cristã. O ideal visado pelos professores deixou de ser o cidadão do estado e se tornou a pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem de amor ao próximo, esperança e caridade. Nesta época a igreja ficou responsável pela escola e o ensino passou a ser realizado principalmente dentro de igrejas e mosteiros. Este também foi um período onde se procurou um conteúdo de cunho simbólico uma estruturação da educação em seus aspectos metodológicos, a ampliação do alcance da educação para crianças e os jovens, surgiram também as universidades como centros de acumulo e manutenção dos saberes, estudos e ensino superiores.
                        Na modernidade se inicia uma diversificação de modelos educacionais, algo bem diferente da idade média onde havia basicamente um só modelo (o modelo cristão). A idade moderna é um fenômeno complexo (Cambi, p.38, 1999.), é a ruptura de quase todos modelos medievais. Neste período a escola e os professores tiveram que passar e se adaptar a diversos movimentos como o Renascimento, o Iluminismo, o Industrialismo e o Positivismo. Dentre as principais mudanças que impactaram o processo educacional nesta época podemos citar a passagem da responsabilidade sobre a escola da religião para o Estado, a volta da formação do individuo político como centro da formação e a queda do absolutismo monarca e ascensão da democracia burguesa. A escola e o professor começaram a também ter que ensinar para as novas realidades de trabalho e demandas sociais.
                     Com o peso de tudo isso acima citado, hoje a teia da pedagogia se mostra envolvida num complexo processo de fermentação sofrendo crises radicais. A pedagogia é um saber em transformação, não só em crise, mas também em crescimento, atravessando por várias tensões, por desafios novos e novas tarefas, por radicalizações, autocrítica e desmascaramento de várias de suas amarrações ou fios da teia. Ela é um saber que se reexamina, que revê sua própria identidade, que se reprograma e se reconstrói (Cambi, p.641, 1999.), idem ao que as aranhas fazem com suas teias.
(...)