terça-feira, 8 de novembro de 2011

Falando em Filosofia: O que buscam os brasileiros?

O “Google Insights” é uma ferramenta (mágica) do Google que serve para saber quais termos as pessoas usam para realizar suas pesquisas na internet. É uma verdadeira “mão na roda” para blogueiros, Webmasters e profissionais do marketing na internet; pois permite criar anúncios e títulos mais interessantes e que terão mais visitas.

Pois bem...Entrei lá nesta ferramenta e pesquisei o resultado das pesquisas da palavra “filosofia”... 100 significa “o mais pesquisado” – 0 o “menos pesquisado”... Para minha surpresa os resultados foram os seguintes:

Interesse regional

1. Amapá 100
2. Roraima 96
3. Maranhão 68
4. Acre 57
5. Tocantins 53
6. Amazonas 52
7. Bahia 51
8. Pará 47
9. Ceará 46
10. Pernambuco 45
...
25. Rio Grande do Sul 33

-Isso significa que atualmente são os habitantes das regiões note e nordeste são os que mais buscam filosofia no Google. Além disso o gráfico mostrou que aqui no Rio Grande do Sul o assunto não anda muito popular...pra você ter uma ideia, para cada 100 amapaense que pesquisam filosofia na internet, apenas 33 gaúchos pesquisam também... Por que será?



O gráfico acima mostras os termos mais pesquisados dentro do assunto "filosofia" & o abaixo mostra os que mais cresceram nas pesquisas ultimamente.



Agora que já sei o que os brasileiros buscam quando assunto é filosofia..."lá vamos nós"

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais Novidades! Filosofia Hoje

A partir de hoje estou iniciando uma nova fase aqui no blog...

1-Primeiramente estou trocando o nome do blog de "Asfalto Virtual" para "Filosofia Hoje"... Isto porque este novo nome é muito mais adequado aos assuntos do site. Quando criei o blog há muito tempo atrás a intenção era que o assunto principal seria "jogos de videogame de corrida", porém com o tempo o blog acabou se tornando um blog de "filosofia"...Então, em busca de fazer deste o melhor blog de filosofia do Brasil, Resolvi alterar o para "Filosofia Hoje"!

2-O novo endereço do blog é “ www.filosofiahoje.com ” ... super fácil a memorização, certo? Já salve este novo endereço e compartilhe com seus amigos! Claro que quem acessar os endereços antigos (http://asfaltovirtual.blogspot.com/ ou www.fabiogt.co.cc ) será direcionado automaticamente para cá, mas apartir de agora, toda divulgação será feita para www.filosofiahoje.com .

3- Encontrei uma caixa cheia de artigos filosóficos, escrito por mim desde que entrei na universidade. São artigos dos mais variados assuntos. Por isso Vou estabelecer novamente o ritmo frenético de um artigo novo postado por dia. Depois disso teremos só textos feitos especialmente para este blog.

4- Semana passada iniciei a seção de Downloads do blog. E ela ganhará ainda mais vigor! Até o próximo final de semana além de postar e-books, vídeos e musicas (como prometido) adicionarei alguns programas úteis e necessários para abrir estes arquivos e muito mais... Depois disso você pode esperar novos Downloads de artigos, e-books, etc. toda semana!

Espero que gostem das mudanças. Quero pedir desculpas por algum transtorno e disser que estou seguindo firme rumo ao principal objetivo deste blog: Se tornar uma referência em FILOSOFIA em língua portuguesa!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Epopeia Zumbi

       Já está no ar o blog http://epopeiazumbi.blogspot.com/ . Escrito por George Lucas o blog certamente será um “prato cheio” para quem gosta de contos de Zumbis, mortos vivos, mutantes, infestação viral, walking dead, ou qualquer coisa do gênero... O site conta a história de uma pequena cidade do sul do Brasil (Itaqui-RS) que de um dia pro outro começa a sofrer um infestação de uma misteriosa doença que transformas as pessoas em zumbis ou algo do tipo... A promessa é de muito suspense, terror, ação, (e, é claro...) zumbis, sangue, morte e miolos espalhados pra todo lado (tudo digno de um filme americano ou de um jogo de videogame japonês)... O Prólogo denominado “Ensaios sobre pesadelos” já está no ar e toda semana receberemos um novo capítulo!!! Então entre agora mesmo neste blog  e tente sobreviver a esta Epopeia Zumbi !
        "Em tempos difíceis, a sanidade é privilégio de poucos"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

EPICURO: Sua Teologia, posição na história e uma crítica à sua Doutrina. (Epicurus: Theology, position in history and critical of their doctrine.)

Epicuro Epicurus

Título: EPICURO: Sua Teologia, posição na história e uma crítica à sua Doutrina. 

Autor: FABIO GOULART

PORTO ALEGRE, 2006.

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ABSTRACT

                It is a short introductory text to the philosophy of the ancient Greek philosopher Epicurus. The text is limited to the study of his theology, religion, ethics, and is followed by a critique in end.
             Keywords: Epicurus, Theology, Doctrine.

RESUMO

                Trata-se de um breve texto introdutório à filosofia do filósofo da Grécia antiga Epicuro. O texto se limita ao estudo de sua teologia, religião, ética e é seguido por uma crítica no final.
Palavras Chaves: Epicuro, Teologia, Doutrina.

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1.       A Teologia de Epicuro

1.1 Obras e fragmentos que nos restaram.

                Segundo Diógenes de Laércio, dentre as mais de trezentas obras de Epicuro, consta uma sobre os deuses (Perí Theoun), porém esta obra não chegou até nosso tempo. O maior número de referências encontramos na carta a Meneceu; também no muro de Enoanda encontram-se frases epicuristas de cunho teológico. Valiosos depoimentos relativos à teologia epicuréia devemo-los a Lucrécio e a Cicero. Um excelente estudo sobre a teologia foi escrito por Festugiére em Épicure es sés dieux sieux.

1.2 A Religião

                Epicurismo não significa ateísmo em sctrcto sensu. Epicuro era um antiteísta, pois fazia oposição à religião popular (os antigos deuses gregos) e a religião astral (são os signos do zodíaco que muita gente crê até hoje). Ao contrário das religiões da época, as divindades eram para Epicuro criaturas sem inveja, sem maldade, sem desejo, sem vinganças, etc. Ele também não acreditava em destino ou qualquer tipo de vontade divina; para este filósofo os deuses não se intrometem no mundo físico. Por fim, em seus textos às vezes ele fala em divindades (theoí) e em outras em Deus no singular (Theós), assim sendo não podemos afirmar que ele era monoteísta ou politeísta. Sua visão é muito mais próxima ao que hoje chamamos de Deísmo. 

1.3 Como eram os deuses para Epicuro.

                “Deus é um ser vivo, imortal, feliz... do mesmo modo que o conceito universal de ser divino acha-se gravado em nós...” As divindades vivem na mais completa tranquilidade, delas provem micros simulacros (eídola) que os tornam conhecidos como são. Os deuses do povo , por outo lado, eram ficções eivadas de imagens distorcidas, errôneas, motivo por que são tidas como vingadoras.
                Se dos deuses de Epicuro desprende-se átomos finíssimos, e pelos poros penetram no espírito humano, conclui-se que também eles possuem corpo, composto de matéria sutilíssima. São deuses icônicos de caráter “sui generis”. Epicuro acreditava nesses deuses por três motivos: 1° Na infância em Samos, se encheu das mais diversas informações religiosas; 2° Inteligente percebia o conceito  universal no tocante à aceitação das divindades; 3° Achava logicamente necessários os deuses para fundamentar uma religião que ao mesmo tempo representasse reverencia e culto à perfeição.

1.4 Seu Argumento ontológico

                Cícero referindo-se a Epicuro, cujos escritos bem conhecia, confirma em “De beneficiciis, IV, 193,” que o filho de Samos admitia a existência dos deuses como logicamente necessárias, porque é mister a existência de alguma natureza superior a qual nada pode superar. São Os deuses uma exigência do ideal da perfeição humana. ( eudamonía )

1.5 A Residência dos deuses e a imortalidade

                Existem mundos infinitos segundo a física de Epicuro, por haver idem um número infinito de átomos. Os deuses viveriam nos espaços que separam entre si os mundos. Tais espaços denominam-se “intermundos” (metakosmía). Os deuses teriam uma forma semelhante a humana, só que perfeita e plenamente feliz. Mesmo feitos de átomos, os deuses não estão sujeitos a mortalidade, pois a “eídola” emite sem cessar átomos que são substituídos por outros eternamente. “Por conseguinte, não são afetados pela dissolução dos mundos que ocorre continuamente ao redor deles.” Deus mão se preocupa com o mundo, mas fica retirado isoladamente, no gozo de seu bem-estar. A felicidade divina deve ser almejada por todos homens, pois é plena...assim pensava Epicuro.

2. Epicuro na História

O epicurismo durou pouco mais de meio milênio, já sua presença marcante durou até o séc III depois de Cristo. A concepção antropológica relativamente à “hedoné” e a busca a ataraxia se mostraram inapagáveis. Tanto é que em nossos dias o mestre do jardim ainda é lembrado e a busca da felicidade por meio de seus métodos ainda é praticada. A doutrina epicuréia, não acabou no séc. III  depois de cristo, ela apenas se adaptou, pois pouco antes no séc. I d.C. encontrou em meio aos romanos simpatizantes, um abrigo. Titus Lucretius Carus (95-55 a.C.) este com sua obra “De rerum natura”, escrita em hexâmetros difundiu na sua época, e depois em todo ocidente , a doutrina de Epicuro. O poema de Lucrécio é considerado o maior poema filosófico de toda história da humanidade. Cícero, embora inclinado à Nova Academia, isto é, ao probalismo, chegou a conhecer quando jovem as ideias de Epicuro, através de Fedro. Adulto, combateu Epicuro, mas continuou a apreciá-lo como homem. A obra de Lucrécio exerceu influxo sobre Horácio o que o levou a sua célebre frase “carpe diem”. O autor de “Odes Virgílio” também por muito tempo seguiu o epicurismo. Também Sêneca em seu epistolário e em suas máximas, embora professasse o estoicismo, demonstrava profunda admiração pelos ensinamentos de virtude e de moralidade de Epicuro.

2.1 Estoicismo e Epicurismo

                Ambos esforçam-se por proporcionar uma filosofia de vida, seus ideais no campo da ética, realmente não estavam muito distantes um do outro. Os estoicos colimavam como objetivo a autossuficiência a qual devia ser atingida por uma vida consentânea com a natureza, os epicureus ,miravam a tranquilidade, a ataraxia.  A diferença encontramos na base das doutrinas; os estoicos acreditavam numa alma universal regulando todas as coisas; eram panteístas e diziam que uma centelha dessa alma, na vida de cada individuo, constituía ao mesmo tempo toda inspiração e sabedoria que o home pode ter.
                Como já foi dito, os epicuristas pensavam diferente. Tinham uma visão totalmente materialista do universo. Os deuses existem, mas isolados nos intermundos, sem contato e sem relação com o mundo físico para não turbarem a sua bem-aventurança.  A alma é composta de átomos. Nos séculos II e III d.C. temos figuras que mostram sua simpatia pelo filósofo do jardim. Diógnes de Enoanda e Diógenes Laércio o qual nas suas biografias dos filósofos dedica o livro décimo inteiro de sua obra a Epicuro.
O epicurismo sofre com as lutas com os estoicos e com o crescimento do cristianismo. Timócrates um discípulo dissidente espalhou graves calúnias sobre a doutrina do mestre do jardim contribuindo para fortalecer os antiepicureus e o gradativo desaparecimento dos seguidores por volta do séc. IV d.C. Nos tempos de Santo Agostinho (354-430 d.C.) os epicuristas quando citados, os são anedoticamente, somente na Renascença Epicuro começa a ser reabilitado, diversos personagens contribuíram pra isso. Poggio valorizou os textos carolíngios multiplicando-os com várias cópias na metade so século quinze. Posteriormente temos diacronicamente como admiradores críticos de Epicuro: Bayle. La Mettrie, Vico, Voltaire, Kant, Marx, Nietzsche.

3. Crítica a Epicuro

                Para Epicuro filosofia e vida são inseparáveis. Ele centra a sua atenção no ser humano como personalidade que porta um nome. Olha-o na sua singularidade, na sua experiência existencial. Empenha-se em construir uma singularidade, na sua amizade, na troca de experiência existencial. Empenha-se em construir uma filosofia de vida baseada na amizade, na troca de experiências, em reflexões, em celebrações ritualísticas de caráter religioso, na ataraxia, em máximas que servem de leis e motivações para a vida cotidiana. Embora discípulo de Demócrito, torna-se autônomo em sua maneira de conceber o mundo. Seu modo de viver e pensar expressa a busca da felicidade em seu mais alto grau. Em seu jardim todos, sem exclusão de mulheres e escravos ( algo incomum na época), podiam participar. Sua filosofia era a filosofia da liberdade, ou seja, como podemos estudar em tetrafármaco, buscava libertar os homens dos grilhões de superstição, do destino e dos deuses. Sua doutrina arraigada na realidade, na vida cotidiana, nas relações inter-humanas, na busca da felicidade neste mundo dá-nos uma visão de um humanismo imamentista, exclui qualquer transcendência e se mostra niilista.
                Em sua doutrina podemos verificar aspectos negativos que apresentam fortes erros em sua gnosiologia e física. Isso porque sua obra não apresentava argumentos convincentes. Em toda sua doutrina vemos em sua ética seu ponto de vista mais forte, a principal crítica feita com relação a elas se dá sob o aspecto do não envolvimento epicureu na vida da polis, nas discussões políticas da cidade. Quanto ao problema da liberdade e da responsabilidade o qual não deu solução e sua maior falha para muitos foi ter feito do Bem a identificação com a emancipação de qualquer obrigação. Quanto a religião e teologia. Epicuro em seu deísmo representou para a sociedade de sua época o que foi o iluminismo na modernidade.

             REFERÊNCIAS

ULLMAN, R. Aloysio. Epicuro: O Filósofo da Alegria. EDPUCRS. Porto Alegre 2006.

DOWNLOADS DE TRABALHOS, ARTIGOS, e-BOOKS, MÚSICAS E VÍDEOS FILOSÓFICOS

Olá pessoal! Gostaria de apresentar a nova seção de downloads deste blog! Agora além de poder ler e compartilhar o precioso conhecimento que posto aqui nesta página...você poderá também baixar arquivos, textos, artigos, músicas, filmes e tudo mais que aos poucos vou disponibilizar pra todos que pisarem neste asfalto virtual !!!

Logo de cara estou disponibilizando minha monografia de conclusão da faculdade de filosofia. Tratasse de mais de 70 páginas sobre filosofia da educação contemporânea... Falando assim até parece uma coisa chata... Mas o segredo é que este “livro” é todo escrito a partir da minha primeira pessoa e junto com o conteúdo filosófico acabo revelando segredos íntimos da minha vinda escolar... Ficou tão bom que recebi nota 10 “com louvor” da banca!!! (clique aqui para baixar)

Pra melhorar ainda mais a situação...SEGUE ABIXO UM TUTORIAL ENSINADO A FAZER OS DOWNLOADS
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1°LOCALIZE O DOWNLOAD DESEJADO: A seção de downloads ficará localizada no canto inferior da coluna da direita do site...logo abaixo do “contador de visitas” e acima “dos direitos autorais”... ache o arquivo que deseja baixar e clique nele.

2° ESCOLHA SUA REDE SOCIAL FAVORITA: Nesta tela vai aparecer minha foto, o nome do arquivo a ser baixado e o link para baixar via Facebook, Twitter ou Orkut... Escolha sua rede social favorita e clique em seu respectivo ícone.

3° TELA DE LOGIN: Aqui você vai fazer o login na rede social escolhida... claro que se você já estiver logado essa tela não aparecerá. (a tela é diferente de acordo com a rede escolhida, o exemplo abaixo se refere ao Orkut).

4° CONCEDER ACESSO ÀS INFORMAÇÕES: Esta tela pode parecer meia assustadora, mas é super tranquila...basta você autorizar o aplicatico...esta é a forma mais segura para se fazer um download gratuíto na internet... vc faz um download e o app compartrilha esta informação com seus amigos da rede social que foi escolida...legal e seguro!

5°BAIXAR ARQUIVO: Você vai voltar para a tela com minha foto e o nome do arquivo, só que agora vai ter um botão só grande e verde escrito “Baixar arquivo”...clique nele.

6° CONFIRMAR DOWNLOAD: Clique no link em azul e proto! O Download começará! 



Caso tenha alguma dificuldade...favor postar nos comentários.

att

Fabio Goulart - Fabiogt.co.cc

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MARTIN HEIDEGGER: O confronto Sistemático-Crítico com a história da filosofia.( The systematic and critical confrontation with history of philosophy)

filosofo martin heidegger

Título: MARTIN HEIDEGGER: O confronto Sistemático-Crítico com a história da filosofia.

Autor: FABIO GOULART

PORTO ALEGRE, 2010.
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ABSTRACT
Proposing a method capable of overcoming the dualism common in the history of philosophy between subject and object, Heidegger stands in a position critical-systematic comparison with the history of philosophy. His central idea is that the veiling and unveiling of being would not be just at the thought of each thinker, but in the entire history of philosophy. So he ends up sinking into a tremendous "problem of language." A true "walking a tightrope" between the analytical and the philosophy that makes dialysis complicated and incomplete.
             Keywords: Dasein, Question of Being, History of philosophy.

RESUMO
Propondo um método capaz de superar a o dualismo comum na história da filosofia entre sujeito e objeto , Heidegger se coloca em uma posição de confronto sistemático-crítico com a história da filosofia. Sua ideia central é a de que o velamento e desvelamento do ser não estaria apenas no pensamento de cada pensador, mas sim em toda história da filosofia. Para isso ele acaba se afundando em um tremendo “problema de linguagem”. Um verdadeiro “andar na corda bamba” entre o analítico e o dialítico que torna sua filosofia complicada e incompleta.
Palavras Chaves: Dasein, Questão do Ser, História da filosofia.

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                Quando escolhi o curso de filosofia e consequentemente a carreira de filósofo como objetivo de vida, não fiz isso com a intenção de me tornar um grade filósofo ou de calar as perguntas mais existenciais da minha mente. Fiz esta escolha devido a minha crença particular de que somente através da filosofia é possível existir valor e significância para as coisas e para a vida.
                Dentre todas as dúvidas habitantes em minha cabeça apenas uma era existencialmente importante a ponto de “ter que ser necessariamente respondida” pela filosofia: “Por que existe algo ao invés de nada?”
                Ao tentar expressar e compreender o Dasein Heidegger é, sem dúvida, o filósofo que mais se aproxima de minha crise existencial. Propondo um método capaz de superar a o dualismo comum na história da filosofia entre sujeito e objeto , ele se coloca em uma posição de confronto sistemático-crítico com a história da filosofia. Em palavras mais simples: A história da filosofia precisava ser repensada através do método heideggeriano para que seu método tivesse sentido e desvelasse suas questões.
                A ideia central do método heideggeriano é a de velamento e desvelamento oriunda do termo grego aléteia, que significa exatamente velamento e desvelamento. Ela parece ser extremamente simples, mas é o “carro chefe” do movimento de totalização buscado por Heidegger.
                Este método permite captar em um único movimento o processo do pensamento, derrubando o dualismo “método-objeto”. Isso o levaria a uma visão mais transparente da história da filosofia e suas questões.
                Por outro lado, A tradição filosófica nos traz dois modelos explicar a história da filosofia:
                1° O Lógico-analítico que é sistemático, crítico e está ligado à problemas da linguagem;
                2° O Especulativo-dialético baseado no sistema tese, antítese e síntese.
                O método analítico além de não estrar preocupado com “a questão mesma” mas sim com o sistema de predicadores que determina a lógica a lógica do texto, não atinge a totalidade desejada por Heidegger. Diríamos que não apenas o método permanece exterior a coisa, mas é exatamente por causa do método  que a própria relação da linguagem com a coisa é exterior.
                Diferentemente disso, o modelo especulativo-dialético é totalizador. Vê a história da filosofia como um todo onde cada filósofo se move e está ligado à “questão mesma” de cada texto. Diríamos que para Heidegger dialogar significa “penetrar na força e no âmbito do que foi dito pelos primeiros filósofos”. Para ele a procura não está no que foi dito, mas em algo impensado. Por fim, caso se adote uma linguagem muito especulativa, o modelo dialético de método pode se tornar complexo e obscuro.
                Com isso Heidegger descobre uma radicalização progressiva do esquecimento do ser na história da filosofia. Faz-se necessário buscarmos um caminho que revele o jogo de luz e sombras da questão do ser.
                Para isso o filósofo não procura a história da filosofia para ampliar um sistema filosófico particular. Ele á procura de maneira sistemática, crescendo organicamente dentro da tensão que sua visão totalizadora gera na história do pensamento.
                A grande novidade de Heidegger foi mostrar que a estrutura polar “velamento-desvelamento” não está apenas no pensamento de cada pensador, mas sim em toda história da metafísica ocidental.
                O problema que surge é que ele também faz parte destas história, não podendo expor seu pensamento como se não fizesse. Assim sua obra mergulha em uma constante tensão entre o que está sendo dito e a maneira de como é dito.
                Por isso ele busca uma linguagem especulativa e que “ao ser especulativa” não deixe de ser suficientemente crítica e autocrítica. Busca o controle da linguagem sem cair numa relação puramente exterior as questões fundamentais do texto.
                Mas como fundir a linguagem com a questão fundamental do texto sem perder o controle da linguagem?
                Parece que ele não conseguiu responder e deixou esta questão em aberto.
                Em sua obras Heidegger constrói uma linguagem própria, uma verdadeira “teia de conceitos”, pois cada uma de suas palavras só tem o sentido desejado quando amarrada as demais.  Ele abusa dos recursos que a etimologia oferece para gerar tenção nas palavras; e para isso empurrá-las cada vez mais na direção da estrutura ambígua de velamento e desvelamento desejada.   
                Julgo que ao buscar um sistema totalizador especulativo e crítico onde a questão do ser se vela e desvela na história da filosofia, ele acaba se afundando em um tremendo “problema de linguagem”... Um verdadeiro “andar na corda bamba” entre o analítico e o dialético, onde a linguagem é um fardo pesado tentando derrubar o filósofo a qualquer momento. Por fim, o resultado é uma filosofia desnecessariamente complicada de ser entendida e incompleta no sentido de que não respondeu muitas de suas questões fundamentais acerca do ser.
andando na corda bamba lua

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Obs.: Trabalho feito a partir das aulas do professor Dr. Ernildo Stein. Um dos maiores nomes quando o assunto é Martin Heidegger.  

Mistério capitalista ( Mystery capitalist )

pra copa tem dinheiro e pro povo não
"To World Cup have several billion dollars, but for schools and public hospitals do not have anything?!?"